Violência em Pernambuco: 57% das mortes em 14 cidades
Violência em Pernambuco: 57% das mortes em 14 cidades – Apesar da queda de quase 10% dos homicídios em relação a 2024, o Estado ainda registrou 3.132 assassinatos no ano passado, alcançando taxa de 32 mortes violentas por 100 mil habitantes.
O índice mantém Pernambuco entre as três unidades da federação com maior número absoluto de vítimas, atrás apenas de Bahia e Rio de Janeiro, de acordo com dados do Ministério da Justiça.
Mortes violentas seguem concentradas
Levantamento da Secretaria de Defesa Social (SDS) revela que 57% dos casos ocorreram em apenas 14 municípios, com destaque para o Recife, responsável por mais de 500 ocorrências.
Na sequência aparecem Jaboatão dos Guararapes, Petrolina, Cabo de Santo Agostinho, Olinda, Paulista, Caruaru e Camaragibe, entre outras. Os dados da SDS-PE reforçam a necessidade de políticas públicas focadas nesses territórios.
Metas e desafios do governo estadual
A gestão Raquel Lyra pretende reduzir as mortes violentas em 30% até 2026, tomando 2022 como referência. Isso significaria diminuir de 3.427 para 2.399 óbitos anuais — uma meta considerada ambiciosa diante da tendência atual.
Especialistas em segurança apontam que, além de repressão qualificada, é essencial investir em prevenção social, expansão de câmeras inteligentes e fortalecimento da Polícia Científica.
Participação dos municípios é decisiva
Embora a maioria dos crimes se concentre em poucas cidades, 92% dos 184 municípios pernambucanos não possuem plano local de segurança, segundo estudo do Tribunal de Contas do Estado divulgado em junho do ano passado.

Para o TCE, a ausência de diagnóstico compromete a integração entre prefeituras e governo estadual, dificultando a construção de ações articuladas de patrulhamento, iluminação pública e mediação de conflitos.
No âmbito federal, o novo Fundo Nacional de Segurança destina recursos adicionais para estados que apresentarem projetos de cooperação com as cidades prioritárias, criando oportunidade para acelerar resultados.
Enquanto o poder público ajusta estratégias, organizações da sociedade civil atuam em programas de prevenção à violência juvenil em bairros de maior vulnerabilidade, ampliando o leque de iniciativas capazes de salvar vidas.
Para acompanhar a evolução dos indicadores e outras notícias sobre segurança, acesse a editoria de Segurança.
Crédito da imagem: Divulgação / SDS-PE