Vídeo mostra Maduro algemado na sede da DEA nos EUA
Vídeo mostra Maduro algemado na sede da DEA nos EUA – Um vídeo divulgado pela Casa Branca exibiu Nicolás Maduro sob custódia de agentes norte-americanos na unidade da Agência Antidrogas (DEA) em Nova York, após sua captura formal em Caracas durante a madrugada de sábado (3).
Nas imagens, o ex-presidente da Venezuela veste roupas escuras, chinelos e segura uma garrafa plástica enquanto é escoltado por agentes federais. Em inglês, ele cumprimenta os profissionais com “Good night” e “Happy new year”.
Como ocorreu a operação de captura
Segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Maduro foi detido ainda na capital venezuelana e transferido em um Boeing 757-200 que partiu da base de Guantánamo rumo à Base Aérea da Guarda Nacional de Stewart, em Nova York. Durante o trajeto, o espaço aéreo do Caribe foi temporariamente fechado.
Ao desembarcar por volta das 18h30, Maduro deixou a aeronave algemado e rodeado por mais de uma dezena de agentes federais. Ele foi encaminhado diretamente ao Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn, onde aguardará os trâmites judiciais. Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, o venezuelano responde a acusações de narcoterrorismo desde 2020, com recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem à sua prisão.
Repercussão internacional e próximos passos
A chegada de Maduro mobilizou aproximadamente 100 manifestantes em frente ao centro de detenção, muitos envolvidos em bandeiras da Venezuela e aplaudindo o fim de seu governo. Analistas preveem que o processo pode levar meses: primeiro, o réu comparecerá a uma audiência preliminar na Corte Distrital de Manhattan, quando serão formalmente apresentadas as acusações.
Em casos de narcotráfico e lavagem de dinheiro, as sentenças podem ultrapassar 30 anos de prisão nos EUA. Especialistas em direito internacional lembram que réus estrangeiros têm direito a assistência consular e podem negociar acordos de delação, prática comum em processos federais norte-americanos.

O governo interino da Venezuela ainda não comentou publicamente; porém, aliados de Maduro denunciam “sequestro político”. Já a oposição celebra a prisão como “o fim de um ciclo de autoritarismo”, citando relatórios da ONU que apontam mais de 7,1 milhões de venezuelanos refugiados desde 2015.
Nos bastidores diplomáticos, observa-se que Washington pretende usar o caso para pressionar novas eleições livres na Venezuela. O resultado pode redefinir a geopolítica do Caribe e o abastecimento global de petróleo, já que o país possui as maiores reservas comprovadas do mundo.
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