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segunda-feira, fevereiro 23, 2026

Vídeo mostra Maduro algemado na sede da DEA nos EUA

Vídeo mostra Maduro algemado na sede da DEA nos EUA

Vídeo mostra Maduro algemado na sede da DEA nos EUA – Um vídeo divulgado pela Casa Branca exibiu Nicolás Maduro sob custódia de agentes norte-americanos na unidade da Agência Antidrogas (DEA) em Nova York, após sua captura formal em Caracas durante a madrugada de sábado (3).

Nas imagens, o ex-presidente da Venezuela veste roupas escuras, chinelos e segura uma garrafa plástica enquanto é escoltado por agentes federais. Em inglês, ele cumprimenta os profissionais com “Good night” e “Happy new year”.

Como ocorreu a operação de captura

Segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Maduro foi detido ainda na capital venezuelana e transferido em um Boeing 757-200 que partiu da base de Guantánamo rumo à Base Aérea da Guarda Nacional de Stewart, em Nova York. Durante o trajeto, o espaço aéreo do Caribe foi temporariamente fechado.

Ao desembarcar por volta das 18h30, Maduro deixou a aeronave algemado e rodeado por mais de uma dezena de agentes federais. Ele foi encaminhado diretamente ao Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn, onde aguardará os trâmites judiciais. Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, o venezuelano responde a acusações de narcoterrorismo desde 2020, com recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem à sua prisão.

Repercussão internacional e próximos passos

A chegada de Maduro mobilizou aproximadamente 100 manifestantes em frente ao centro de detenção, muitos envolvidos em bandeiras da Venezuela e aplaudindo o fim de seu governo. Analistas preveem que o processo pode levar meses: primeiro, o réu comparecerá a uma audiência preliminar na Corte Distrital de Manhattan, quando serão formalmente apresentadas as acusações.

Em casos de narcotráfico e lavagem de dinheiro, as sentenças podem ultrapassar 30 anos de prisão nos EUA. Especialistas em direito internacional lembram que réus estrangeiros têm direito a assistência consular e podem negociar acordos de delação, prática comum em processos federais norte-americanos.

O governo interino da Venezuela ainda não comentou publicamente; porém, aliados de Maduro denunciam “sequestro político”. Já a oposição celebra a prisão como “o fim de um ciclo de autoritarismo”, citando relatórios da ONU que apontam mais de 7,1 milhões de venezuelanos refugiados desde 2015.

Nos bastidores diplomáticos, observa-se que Washington pretende usar o caso para pressionar novas eleições livres na Venezuela. O resultado pode redefinir a geopolítica do Caribe e o abastecimento global de petróleo, já que o país possui as maiores reservas comprovadas do mundo.

Para acompanhar a evolução do caso e outros desdobramentos internacionais, acesse nossa editoria de Mundo.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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