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sexta-feira, fevereiro 20, 2026

Vice de Maduro diz ter recebido ameaça dos EUA em 15 minutos

Vice de Maduro diz ter recebido ameaça dos EUA em 15 minutos

Vice de Maduro diz ter recebido ameaça dos EUA em 15 minutos – A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, relatou a influenciadores alinhados ao chavismo que integrantes do alto escalão de Caracas teriam sido ameaçados de morte por autoridades dos Estados Unidos durante a operação em que Nicolás Maduro foi capturado, recebendo apenas um quarto de hora para aceitar uma proposta.

O episódio, segundo Rodríguez, ocorreu em meio às negociações de bastidores que antecederam a prisão do líder bolivariano, ampliando ainda mais a tensão entre Washington e Caracas.

Como teria sido feita a pressão norte-americana

De acordo com o depoimento, a “proposta” incluía garantias de segurança pessoal em troca de colaboração imediata. Rodríguez afirma ter recebido a ligação de um representante dos EUA que teria dito: “vocês têm 15 minutos”. Fontes oficiais norte-americanas ainda não comentaram publicamente o caso, mas o Departamento de Estado sustenta que qualquer iniciativa sobre a Venezuela segue parâmetros diplomáticos formais.

Ainda segundo a vice-presidente, outros ministros presentes teriam recusado a oferta, interpretando-a como tentativa de golpe. A alegação foi transmitida em transmissão ao vivo nas redes sociais pró-governo, repercutindo rapidamente na imprensa local.

Contexto das relações EUA–Venezuela

Desde 2019, Washington aplica sanções econômicas ao país sul-americano, alegando violações de direitos humanos e fraude eleitoral. Dados do Observatório Venezuelano de Conflitos Sociais apontam que, apenas em 2023, ocorreram mais de 6,5 mil protestos ligados à escassez de alimentos e combustíveis, quadro frequentemente atribuído pelo governo chavista às restrições externas.

Especialistas em política latino-americana lembram que a hostilidade bilateral escalou após o reconhecimento, pelos EUA, do opositor Juan Guaidó como presidente interino. Embora parte da comunidade internacional tenha recuado desse reconhecimento, o impasse segue influenciando as tratativas diplomáticas e impacta diretamente a população, que enfrenta inflação anual superior a 200%, segundo o Banco Central da Venezuela.

Próximos passos e reações internas

No parlamento venezuelano, aliados de Maduro pedem abertura de investigação sobre “ameaças estrangeiras”, enquanto a oposição critica o episódio como cortina de fumaça para problemas internos, como a falta de energia em várias regiões do país.

Analistas consultados pelo Instituto de Estudos Latino-Americanos da Universidade Federal de Pernambuco avaliam que novos capítulos podem incluir queixas formais na ONU e tentativas de retomar o diálogo interrompido em Barbados em 2022.

Por ora, Caracas reforça a versão de que “pressões externas” seguem atuando contra a soberania nacional, discurso que mobiliza a base chavista em meio a uma crise política e humanitária prolongada.

Para acompanhar outras atualizações do cenário internacional, visite a editoria Mundo do Pernambuco Conectado.


Crédito da imagem: Divulgação

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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