Veto de Lula à dosimetria acirra tensão no Congresso
Veto de Lula à dosimetria acirra tensão no Congresso – No início de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou integralmente o Projeto de Lei da Dosimetria, provocando a primeira grande disputa do ano entre Planalto e parlamentares.
O Centrão e partidos de oposição já se mobilizam para derrubar o veto logo na retomada dos trabalhos legislativos, enquanto a liderança governista afirma ter votos suficientes para mantê-lo.
Articulação pela derrubada do veto
Relator do texto na Câmara, Paulinho da Força (Solidariedade-SP) declarou que a ofensiva para reverter a decisão presidencial começará “na primeira semana” de sessões. Segundo ele, conversas com aliados de Arthur Lira e Davi Alcolumbre indicam um bloco coeso em favor da derrubada.
A rejeição de vetos presidenciais tem sido um termômetro importante do equilíbrio de forças. Em 2025 o Congresso analisou 56 vetos; agora, ingressa em 2026 com 67 pendências, tendência que pressiona a agenda política, como explica material da Agência Senado.
Governo aposta em manter decisão
Para o líder do PT, Lindbergh Farias (PT-RJ), bastaria reverter 34 votos para evitar a derrota. Ele promete campanha pública com divulgação nominal de parlamentares, de olho no pleito de 2026.
O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, minimizou ausências de Lira e Alcolumbre em cerimônia alusiva aos atos de 8 de Janeiro e disse confiar na “responsabilidade institucional” dos presidentes das Casas.

No campo oposto, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usou as redes sociais para acusar Lula de “não querer paz” e alimentar a narrativa de confronto político que deverá marcar o ano eleitoral.
Com o impasse, o primeiro teste de governabilidade em 2026 será decisivo para medir o peso relativo de governo, Centrão e oposição no novo ciclo legislativo. Para acompanhar outras reportagens sobre o cenário político, visite nossa editoria de Política.
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