Vereador do PSB pede CPI contra João Campos e amplia crise
Vereador do PSB pede CPI contra João Campos – A Câmara Municipal do Recife vive um novo capítulo de tensão após o vereador Agora É Rubem (PSB) ter confirmado apoio à instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar supostas irregularidades em um concurso público organizado pela gestão de João Campos (PSB).
O movimento, revelado na última sexta-feira (23 de janeiro), fortalece a oposição interna ao prefeito e pode remodelar o tabuleiro eleitoral de 2024, já que Rubem também declarou alinhamento à governadora Raquel Lyra (PSDB).
Assinaturas e próximos passos
De acordo com o Regimento Interno da Câmara, são necessárias 12 assinaturas para protocolar o pedido de CPI. Com a adesão de Rubem, a iniciativa soma agora 11 apoios e fica a apenas um nome de avançar para a Mesa Diretora.
Caso o requerimento seja acatado, os vereadores terão 120 dias, prorrogáveis por mais 60, para apurar suspeitas de favorecimento de empresas terceirizadas na realização do certame. A íntegra do documento pode ser consultada no portal da Câmara Municipal do Recife.
Impacto na base governista
A saída de Agora É Rubem da base aliada surpreende porque o parlamentar era considerado um dos articuladores de João Campos entre as lideranças comunitárias. Nos bastidores, aliados do prefeito enxergam “traição”, enquanto oposicionistas comemoram o efeito dominó.
Analistas lembram que João Campos administra maioria confortável na Casa — 30 dos 39 vereadores. Entretanto, a fissura expõe disputas internas às vésperas do debate sobre o orçamento de 2025, peça fundamental para projetos de mobilidade e habitação.
Contexto do concurso questionado
O concurso investigado previa 824 vagas para áreas de Saúde, Educação e Administração. Candidatos denunciaram atrasos na divulgação de resultados e falta de transparência nos critérios de correção.

Segundo levantamento do Tribunal de Contas de Pernambuco, mais de 35% dos certames municipais auditados em 2023 apresentaram algum tipo de irregularidade, reforçando a necessidade de fiscalização preventiva.
Em nota, a Prefeitura do Recife afirmou que “todos os procedimentos seguiram a legislação vigente” e que entregará documentos “se a CPI for instalada”. Até o momento, não há prazo oficial para abertura da comissão.
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Crédito da imagem: Divulgação / Câmara Municipal do Recife