Vereador confessa crime em Petrolândia e explica motivação
Vereador confessa crime em Petrolândia – Na última quarta-feira (28 de janeiro de 2026), o ex-parlamentar Cristiano Lima, conhecido como “Cristiano da Van”, admitiu à Polícia Civil ter ordenado o assassinato do empresário Samyr Oliveira.
No depoimento, ele alegou que a vítima o teria injuriado e difamado, motivo que, segundo o suspeito, desencadeou o crime ocorrido em 13 de janeiro, no centro da cidade sertaneja.
Como ocorreu o crime
Samyr Oliveira foi atacado a tiros em plena avenida movimentada de Petrolândia. Testemunhas relataram que os executores fugiram em motocicletas, deixando o empresário gravemente ferido. Ele não resistiu aos ferimentos.
Pelo menos quatro cúmplices teriam participado do atentado, de acordo com o Portal R1 Notícias. As identidades dos demais envolvidos seguem sob sigilo enquanto a Polícia Civil aprofunda as diligências.
Prisão e fuga frustrada
Cristiano Lima estava foragido desde que o mandado de prisão foi expedido. Ele foi localizado em uma residência de Santa Cruz do Capibaribe, onde tentou escapar pelo telhado, mas acabou contido por agentes da 17ª Delegacia Seccional.
Após a captura, o ex-vereador passou por audiência de custódia e foi transferido para o Presídio de Santa Cruz do Capibaribe, permanecendo à disposição da Justiça.
Investigação e contexto estadual
Homicídios envolvendo figuras públicas expõem a persistente violência no Estado. Segundo o Atlas da Violência 2023, Pernambuco registrou 3.437 assassinatos em 2022, com taxa de 34,2 mortes por 100 mil habitantes, acima da média nacional.

Especialistas apontam que desentendimentos pessoais, como injúria e difamação, respondem por parcela crescente desses crimes, reforçando a necessidade de mediação de conflitos e programas de prevenção.
A Câmara Municipal de Petrolândia divulgou nota de repúdio, destacando que “não compactua com condutas criminosas” e acompanhará os desdobramentos legais dentro de suas competências regimentais.
O inquérito segue em andamento para confirmar a participação de outros suspeitos e mapear a logística que permitiu a execução do empresário.
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Crédito da imagem: Divulgação