Único bilionário da Venezuela na Forbes 2025: quem é?
Único bilionário da Venezuela – Na edição de 2025 do ranking de bilionários da revista Forbes, apenas um venezuelano aparece entre as maiores fortunas globais: o banqueiro Juan Carlos Escotet, fundador do grupo financeiro Banesco.
Com patrimônio estimado em US$ 3,5 bilhões, Escotet sustenta a posição de representante solitário do país caribenho em meio a uma crise econômica que já dura quase uma década.
Da agência de remessas ao banco internacional
Filho de imigrantes espanhóis, Escotet começou a carreira na década de 1980, operando uma pequena empresa de transferências de dinheiro em Caracas. O negócio evoluiu para o Banesco, hoje presente em 15 países e responsável por cerca de 20 % dos depósitos bancários na Venezuela.
O conglomerado diversificou-se com aquisições na Espanha, Panamá e Estados Unidos, estratégia que reduziu a exposição à hiperinflação doméstica. Segundo dados do IBGE, o PIB per capita brasileiro fechou 2023 em US$ 10,4 mil, quase o triplo do venezuelano, o que evidencia o desafio local para gerar riqueza.
Fortuna blindada contra a crise e sanções
Analistas apontam que o maior trunfo de Escotet é ter internacionalizado ativos antes da imposição de sanções norte-americanas ao governo de Nicolás Maduro. Hoje, mais de 70 % da receita do Banesco vem de fora da Venezuela.
Mesmo assim, o empresário mantém projetos sociais no país, como bolsas de estudo e programas de microcrédito que, desde 2010, já atenderam 250 mil empreendedores, de acordo com relatórios da própria instituição.
O banqueiro também atua no setor de energia, participando de consórcios de infraestrutura para explorar parte das maiores reservas de petróleo do mundo, estimadas em 300 bilhões de barris pela Opep.

No cenário interno, a permanência de Escotet na lista da Forbes contrasta com a perda de 80 % do poder de compra do salário mínimo venezuelano nos últimos cinco anos, segundo o Observatório Venezuelano de Finanças.
Embora sozinho no ranking, o empresário mostra que a diversificação internacional pode ser caminho para outras companhias venezuelanas que buscam sobreviver às adversidades econômicas locais.
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Crédito da imagem: Divulgação