União Europeia pede calma na Venezuela e defende direito
União Europeia pede calma na Venezuela e defende direito – No último domingo (4 de janeiro), o Serviço Europeu de Ação Externa divulgou nota em que conclama todas as partes envolvidas na crise venezuelana à “calma e moderação”, ressaltando a necessidade de evitar nova escalada de tensão no país.
O comunicado, assinado pela chefe de Relações Exteriores do bloco, Kaja Kallas, reforça que os princípios do direito internacional e da Carta da ONU precisam ser observados por todos os atores políticos em Caracas.
Apelo por moderação e diálogo
Segundo a nota, a União Europeia reitera que o presidente Nicolás Maduro “não possui legitimidade democrática” e defende uma transição pacífica conduzida pelos próprios venezuelanos. O texto também lembra que os membros permanentes do Conselho de Segurança têm responsabilidade especial na preservação da ordem internacional, conforme a Carta das Nações Unidas.
A UE destaca ainda a preocupação com o avanço do crime organizado e do tráfico de drogas na região, classificando-os como ameaças globais que exigem cooperação internacional e respeito à soberania dos Estados.
Direitos humanos sob escrutínio
O bloco europeu cobra a libertação incondicional de todos os presos políticos e garante que suas autoridades consulares seguem acompanhando a situação de cidadãos europeus detidos no país. Relatórios da Human Rights Watch apontam que mais de 250 opositores continuam presos por motivação política, número que reforça a pressão externa por garantias fundamentais.

Em paralelo, organismos como a Agência da ONU para Refugiados (Acnur) estimam que 7,7 milhões de venezuelanos já deixaram o país desde 2015, refletindo o impacto humanitário prolongado da crise.
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