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quinta-feira, fevereiro 19, 2026

Trump Media cita Alexandre de Moraes em ação nos EUA

Trump Media cita Alexandre de Moraes em ação nos EUA

Trump Media cita Alexandre de Moraes em ação nos EUA – Em uma petição apresentada na Corte da Flórida, a Trump Media & Technology Group, empresa ligada ao ex-presidente norte-americano Donald Trump, relacionou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes ao caso de suposta manipulação financeira envolvendo o Banco Master.

O documento, tornado público recentemente, pede que a Justiça dos Estados Unidos reconheça o nome do magistrado brasileiro como parte interessada, alegando que decisões tomadas no Brasil teriam impacto direto nas perdas financeiras reclamadas pela companhia.

Entenda a alegação da Trump Media

Segundo a petição, investidores da plataforma Truth Social teriam sido prejudicados por operações que, na interpretação da empresa, receberam “cobertura” no Judiciário brasileiro. Moraes é mencionado como responsável por decisões que teriam “blindado” movimentações do Banco Master, instituição investigada por irregularidades em câmbio.

O processo cobra reparação de aproximadamente US$ 1,5 bilhão e cita pareceres divulgados pelo Supremo Tribunal Federal para justificar o pedido de cooperação jurídica internacional.

Contexto do Banco Master e possíveis desdobramentos

O Banco Master entrou no radar de autoridades após suspeitas de transferências atípicas que, de acordo com relatórios de inteligência financeira, ultrapassariam R$ 3 bilhões entre 2019 e 2021. Embora a instituição negue qualquer irregularidade, a investigação permanece em sigilo no Brasil.

Especialistas em direito internacional observam que, na maioria dos casos, cortes norte-americanas exigem provas materiais de dolo para aceitar reclamações contra agentes públicos estrangeiros. Por isso, analistas avaliam que o pedido da Trump Media pode ter mais efeito político do que jurídico.

Cooperação bilateral Brasil–EUA

A Convenção de Haia e o acordo de assistência mútua em matéria penal, em vigor desde 2001, determinam que solicitações de prova ou intimação a autoridades brasileiras passem primeiro pelo Ministério da Justiça. O STF, por sua vez, decide se atende ou não à carta rogatória.

Dados do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional mostram que, nos últimos cinco anos, 63% dos pedidos enviados pelos EUA foram parcialmente atendidos, indicando alto grau de colaboração entre os países.

O Banco Master, a assessoria do ministro Alexandre de Moraes e a própria Trump Media não comentaram o caso até o fechamento deste texto.

No Brasil, eventuais bloqueios ou compartilhamento de informações dependerão de deliberação do plenário do STF, o que pode arrastar o caso por meses.

Para acompanhar outras movimentações do cenário político e judiciário, acesse nossa editoria de Política.


Crédito da imagem: Divulgação

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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