Toxicologia forense reforça investigações em Pernambuco
Toxicologia forense reforça investigações em Pernambuco — O Laboratório de Toxicologia Forense (LabTox) da Polícia Científica do Estado contabilizou 2.596 exames concluídos em 2025, número que confirma a importância do setor na produção de provas técnicas e na aceleração de inquéritos criminais.
Somente em ocorrências de trânsito foram 1.226 análises de sangue e urina para detectar álcool, entorpecentes ou outros psicoativos, procedimento obrigatório para todos os condutores envolvidos em sinistros.
Exames fundamentais em acidentes e mortes
De acordo com o perito criminal Rafael Arruda, a identificação de substâncias ajuda a reconstruir a dinâmica dos acidentes e a atribuir responsabilidades. Esse tipo de perícia é respaldado pela legislação de trânsito e por dados da Polícia Rodoviária Federal, que apontam a combinação de bebida e direção como uma das principais causas de colisões no País.
O LabTox também atua em mortes sem sinais externos. Nessas situações, a detecção de compostos tóxicos — como arsênio, mercúrio ou metanol — fornece evidências essenciais para laudos médico-legais e decisões judiciais.
Combate a crimes com substâncias incapacitantes
Nos casos de violência de gênero, os peritos analisam vestígios de drogas usadas no chamado “Boa Noite, Cinderela” ou em feminicídios com sedação prévia. A confirmação laboratorial de benzodiazepínicos e outros fármacos assegura elementos de prova para responsabilizar os agressores.
Em parceria recente com a Secretaria Estadual de Saúde, o LabTox identificou metanol em amostras de supostas vítimas de bebidas adulteradas, tanto em pacientes atendidos quanto em exames post mortem, evitando novos envenenamentos.

Além disso, o laboratório mantém protocolos para atender situações de envenenamento intencional, intoxicações ambientais e investigações que envolvem drogas sintéticas emergentes.
Graças a equipamentos de alta resolução e à capacitação contínua dos peritos, o setor segue ampliando a capacidade analítica, contribuindo para que a verdade científica prevaleça sobre incertezas processuais.
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Crédito da imagem: Divulgação / SDS-PE