TCU confirma ação correta do Banco Central no Banco Master
TCU confirma ação correta do Banco Central no Banco Master – Uma análise preliminar do Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu que o Banco Central (BC) atuou de acordo com a legislação ao liquidar extrajudicialmente o Banco Master, em 18 de novembro.
O documento sigiloso foi produzido antes de o ministro relator Jhonatan de Jesus determinar, no último dia 5, uma inspeção in loco na autoridade monetária — medida suspensa três dias depois, até deliberação do plenário.
O que diz o parecer preliminar
Auditores do TCU avaliaram cada etapa da supervisão que levou à intervenção e apontaram “conformidade processual” nas decisões do BC. A leitura dos técnicos afasta, por ora, a possibilidade de medidas cautelares contra a autarquia, hipótese levantada quando o processo foi aberto no fim de 2025.
Segundo fontes ouvidas pela reportagem, os especialistas destacaram que o BC seguiu os ritos previstos na Lei 4.595/64 e nas resoluções do Conselho Monetário Nacional. Mais detalhes só serão conhecidos após eventual retirada do sigilo.
Próximos passos e impacto no sistema financeiro
O plenário do TCU deverá analisar, nas próximas semanas, se mantém ou revê a inspeção presencial no BC. Caso confirme o parecer, o processo deve ser arquivado, encerrando uma das mais tensas disputas recentes entre o órgão de controle e a autoridade monetária.
A liquidação extrajudicial costuma ser acionada quando o patrimônio ou a gestão de uma instituição ameaçam a higidez do sistema. De acordo com informações oficiais do Banco Central, 20 bancos e financeiras foram liquidados entre 2015 e 2025, número que reforça a relevância do mecanismo como instrumento de proteção aos depositantes.

Para o setor, a manutenção da atuação técnica do BC preserva a previsibilidade regulatória, enquanto investidores aguardam a definição sobre possíveis ressarcimentos a credores do Master.
Para acompanhar outras análises sobre decisões de órgãos de controle e cenário econômico, acesse nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: Divulgação