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terça-feira, fevereiro 24, 2026

Suposta espionagem em Pernambuco aquece disputa por 2026

Suposta espionagem em Pernambuco aquece disputa por 2026

Suposta espionagem em Pernambuco aquece disputa por 2026 – A troca de acusações entre a Prefeitura do Recife e o Governo de Pernambuco por uma possível espionagem telefônica transformou um inquérito policial em combustível para a próxima corrida eleitoral.

O caso veio à tona após a Polícia Civil solicitar, em 2023, a quebra de sigilo de um secretário municipal, alegando investigar irregularidades administrativas. Aliados do prefeito João Campos (PSB) viram na medida um ato de vigilância política orquestrado pelo Palácio do Campo das Princesas, comandado pela governadora Raquel Lyra (PSD). A gestão estadual nega interferência e afirma que a apuração seguiu trâmites legais.

O que se sabe sobre a investigação

Documentos internos apontam que o pedido de interceptação foi autorizado pela Justiça sob sigilo. Entretanto, parlamentares da base de Campos alegam que não houve indícios concretos de crime e cobram esclarecimentos públicos. Em nota, a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco informou que instaurou sindicância para avaliar a conduta dos envolvidos.

Nos bastidores, integrantes do PSB classificam o episódio como “uso da máquina estatal para fins eleitorais”, enquanto o PSD argumenta que qualquer tentativa de obstrução da investigação seria “afronta ao Estado de Direito”.

Repercussão política e impacto em 2026

João Campos, que encerra o segundo mandato em 2024, é cotado para disputar o Governo de Pernambuco em 2026. Já Raquel Lyra deve buscar a reeleição. Especialistas lembram que denúncias de interceptações ilegais tiveram impacto nas últimas três eleições estaduais, prejudicando candidatos associados a práticas de abuso de autoridade.

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que quebras de sigilo telefônico cresceram 18% no país entre 2019 e 2022, mas 12% delas foram arquivadas por falta de materialidade, reforçando a necessidade de protocolos mais rigorosos.

Próximos passos

A corregedoria da Polícia Civil tem 30 dias para concluir o relatório preliminar. Se confirmada irregularidade, agentes podem responder por violação de sigilo funcional, com penas que incluem demissão e detenção de até três anos. Na esfera política, deputados articulam a criação de uma CPI na Assembleia Legislativa.

Enquanto isso, lideranças partidárias intensificam agendas no interior do Estado, testando alianças para a disputa de 2026. Analistas ouvidos por Pernambuco Conectado avaliam que o episódio deve acelerar a polarização entre PSB e PSD, antecipando o debate eleitoral em pelo menos um ano.

O clima de rivalidade indica que qualquer desdobramento da investigação será usado como munição na campanha. Para mais análises do cenário político local, acompanhe nossa editoria de Política.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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