STF gastou R$ 548 mil em escolta de Toffoli em resort
STF gastou R$ 548 mil em escolta de Toffoli em resort — Levantamento publicado recentemente pelos portais O Globo e Metrópoles mostra que o Supremo Tribunal Federal destinou R$ 548,9 mil, desde dezembro de 2022, ao pagamento de diárias de agentes que acompanharam o ministro Dias Toffoli durante 168 dias de estada no Resort Tayayá, em Ribeirão Claro, Norte do Paraná.
As diárias foram liberadas inclusive para fins de semana, feriados e períodos de recesso, elevando a conta média para pouco mais de R$ 3,2 mil por dia de permanência.
Como funcionam as diárias de segurança no STF
O STF mantém um esquema próprio de segurança para cada ministro, custeando passagens, hospedagem e alimentação dos escoltas. Segundo o Portal da Transparência, o tribunal gastou R$ 27,6 milhões com diárias de servidores em 2023, valor que inclui missões oficiais no Brasil e no exterior.
No caso específico de Toffoli, os pagamentos foram destinados a policiais judiciais responsáveis pela proteção pessoal do magistrado, prática permitida por resolução interna que determina cobertura integral em deslocamentos particulares considerados de “interesse institucional”.
Impacto e comparação com o orçamento do tribunal
Embora represente menos de 0,1 % do orçamento total do STF, fixado em R$ 861 milhões para 2024, o valor chama a atenção pelo período prolongado em uma única localidade. Especialistas em gestão pública destacam que a transparência é fundamental para evitar questionamentos sobre o uso dos recursos.
Somente o custo de segurança de Toffoli no resort equivale a três vezes o gasto médio anual de um gabinete de primeira instância da Justiça Federal, segundo dados consolidados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Procurado, o STF justificou, por meio de nota, que as diárias observaram as normas internas e que qualquer alteração depende de decisão administrativa do conjunto dos ministros.
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