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quarta-feira, fevereiro 25, 2026

Sítio arqueológico de Rajada guarda arte rupestre milenar

Sítio arqueológico de Rajada guarda arte rupestre milenar

Sítio arqueológico de Rajada guarda arte rupestre milenar – Localizado a 100 km da sede de Petrolina, o sítio arqueológico de Rajada reúne gravuras rupestres esculpidas há cerca de 6 mil anos, em plena Caatinga do Sertão pernambucano.

As inscrições pré-históricas, distribuídas em afloramentos rochosos do Açude das Pedras, Sítio Manteiga e Papai Valério, ganharam relevância científica após o mapeamento realizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2015.

Entenda a importância das gravuras

As figuras foram talhadas em rochas magmáticas com aproximadamente 650 milhões de anos. Especialistas apontam que grupos humanos oriundos da região hoje conhecida como Piauí teriam seguido rumo ao rio São Francisco, deixando registros simbólicos cujo significado permanece enigmático.

De acordo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Pernambuco possui mais de 400 sítios arqueológicos catalogados, sendo o de Rajada um dos raros com expressiva arte rupestre a céu aberto.

Risco de depredação e ações de preservação

Apesar do valor histórico, o local sofre com descarte de lixo, pichações e restos de fogueira. Vistorias realizadas pelo Iphan em dezembro de 2025 resultaram em laudos enviados à Polícia Federal para apurar possíveis crimes contra o patrimônio.

A Agência Municipal de Meio Ambiente (AMMA) informa que reinstalou placas de sinalização e planeja cercar a área, instalar lixeiras e intensificar a fiscalização ainda este ano. Moradores, como o professor Genivaldo Nascimento, promovem campanhas de conscientização para transformar o sítio em polo de turismo rural, gerando renda sem comprometer as gravuras.

A experiência de visitar o Açude das Pedras continua encantando a população local. “É um lugar onde a gente esquece os problemas e sente a natureza”, descreve o carregador de caminhão Francisco Arion, frequentador desde a infância.

Enquanto autoridades e comunidade discutem soluções, especialistas reforçam a necessidade de visitas controladas e educação patrimonial para garantir que as gravuras cheguem intactas às próximas gerações.

No momento, o ingresso é gratuito, mas recomenda-se levar água, evitar o uso de tintas ou objetos pontiagudos nas rochas e recolher todo o lixo gerado.

Para acompanhar outras reportagens sobre o patrimônio cultural do estado, acesse nossa editoria de Pernambuco.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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