Setor alimentício retoma crescimento e aquece economia
Durante debate transmitido hoje pela Rádio Jornal, no Recife, economistas e representantes empresariais afirmaram que a cadeia de bares, restaurantes e indústria de alimentos volta a avançar após dois anos de retração.
Participaram a presidente do Conselho Regional de Economia de Pernambuco (Corecon/PE), Keynis Souto, o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Estado, Tony Sousa, e a especialista do Sebrae, Valdenice Ferreira, que elencaram aumento da demanda, abertura de vagas e reformulação da cesta básica nacional como motores da recuperação.
Demanda cresce e empresários investem
Segundo os debatedores, o volume de vendas no primeiro semestre já supera em 8% o apurado no mesmo período do ano passado, indicador alinhado à Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE. O movimento estimula contratações, renegociação de dívidas e investimentos em tecnologia para delivery e autosserviço.
Histórico e desafios à frente
Em Pernambuco, o setor emprega hoje cerca de 180 mil pessoas, de acordo com a Abrasel, mas ainda opera 12% abaixo do pico registrado antes da pandemia. O principal gargalo, apontam os especialistas, é o custo de insumos, que acumulou alta de 22% em dois anos. Eles defendem crédito a juros menores e capacitação para microempresas a fim de manter a escalada de crescimento.
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