Sem recursos, família decide cremar brasileira morta na Alemanha
Brasileira morta na Alemanha – A família de Luciana Soares da Silva, pernambucana de 41 anos que faleceu em Cölbe após inalar gás de um aquecedor, optou pela cremação quase um mês depois do acidente, diante dos cerca de R$ 100 mil exigidos para repatriar o corpo.
Mesmo com a escolha, parentes relatam dificuldade para reunir o valor cobrado pelo serviço funerário no país europeu.
Por que a cremação foi a saída
Segundo relato da filha Larissa Soares, a única alternativa viável financeiramente foi cremar o corpo, já que o traslado internacional demanda taxas aéreas, funerárias e consulares. De acordo com estimativa do Itamaraty sobre procedimentos de repatriação de corpos, esses custos podem ultrapassar R$ 40 mil, variando conforme documentação, distância e companhia aérea.
Larissa, a avó e o pai viajaram à Alemanha em 21 de dezembro para resolver a guarda dos dois irmãos menores. Eles permaneceram 15 dias no país, mas precisaram retornar ao Recife por falta de recursos para estender a estadia.
Crianças seguem em lar temporário
Kauã Emanuel, 8 anos, e Maria Khatarina, 2 meses, continuam acolhidos por uma família alemã sob supervisão do serviço de proteção local. O pai de Kauã e a avó materna ficaram na Alemanha e contrataram advogado para buscar a guarda.
Por ora, parentes só recebem notícias das crianças por intermédio do Conselho Tutelar alemão. Os menores passam bem, já realizaram exames médicos e permanecem juntos, mas não há previsão de retorno ao Brasil.

Apoio institucional acompanha o caso
A Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência de Pernambuco informou manter diálogo com os ministérios das Relações Exteriores e dos Direitos Humanos para auxiliar a família. Como o processo é internacional, a execução cabe ao governo federal, enquanto o estado oferece articulação local.
Luciana morava com o companheiro alemão, o enteado de 14 anos e os dois filhos quando ocorreu o vazamento em 15 de dezembro. Todos foram hospitalizados, mas apenas a pernambucana não resistiu.
No Recife, a família organiza campanhas para custear a cremação e aguarda definição sobre a guarda das crianças. Para mais notícias e atualizações de casos internacionais, acompanhe nossa editoria de Mundo.
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