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quarta-feira, fevereiro 25, 2026

Saída de ministros em 2026 pressiona governo Lula

Saída de ministros em 2026 pressiona governo Lula

Saída de ministros em 2026 – O prazo legal que obriga ocupantes de cargos públicos a deixarem suas funções até seis meses antes das eleições, em 6 de abril, já provoca rearranjos no Palácio do Planalto.

O cientista político e professor Filipe Ferreira Lima avalia que o movimento configura “a maior debandada prevista das últimas eleições” e exigirá forte articulação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Prazo eleitoral antecipa mudanças na Esplanada

Lima lembra que, apesar do limite de abril, algumas pastas discutem substituições desde janeiro, principalmente aquelas ligadas a temas sensíveis para o eleitorado, como segurança pública.

A regra de desincompatibilização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determina afastamento de ministros que pretendem disputar governos estaduais, Senado ou Câmara dos Deputados.

Em 2018, nove ministros deixaram os cargos; em 2022 foram 11. A projeção de analistas para 2026 ultrapassa 15 nomes, elevando o risco de instabilidade administrativa nos primeiros meses do ano eleitoral.

Coalizão limita espaço para indicações do PT

Diferentemente dos mandatos anteriores, o terceiro governo Lula é sustentado por ampla coalizão multipartidária. Segundo Lima, isso reduz a margem do PT para ocupar vagas que surgirem com as saídas.

O professor destaca que aliados pressionam por contrapartidas, enquanto movimentos antecipados do PT podem tensionar a base. A aposta do Planalto é acomodar os partidos sem perda de votos no Congresso.

Foco dos partidos migra para o Legislativo e o fundo eleitoral

Especialistas apontam que o valor político de comandar ministérios diminuiu nos últimos anos. O acesso ao Fundo Partidário e ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha depende, sobretudo, do número de deputados federais e senadores eleitos.

Em 2022, o fundo somou R$ 4,9 bilhões, distribuídos de acordo com a representatividade no Congresso. Por isso, partidos priorizam chapas competitivas ao Legislativo, mesmo que isso custe cargos de primeiro escalão.




No cenário projetado, até abril o governo precisará substituir ministros sem ampliar fissuras internas, preservando a governabilidade para a reta final do mandato.

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Crédito da imagem: Divulgação / CanalGov

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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