Romeu Zema detalha modelo mineiro para quitar dívida estadual
Romeu Zema detalha modelo mineiro para quitar dívida estadual – O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), afirmou que deixará o cargo com as contas do Estado em rota de equilíbrio, após anos no topo da lista de endividados com a União.
Em entrevista recente à Rádio Jornal, Zema destacou que seu governo não contraiu novos empréstimos, concentrando esforços na renegociação do passivo de cerca de R$ 180 bilhões.
Como Minas saiu do aperto
Minas Gerais aderiu ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) no fim de 2025, garantindo abatimento de 20% do saldo devedor e prazo de 30 anos para quitação, com correção apenas pelo IPCA.
Para obter o acordo, o Executivo mineiro apresentou R$ 96 bilhões em ativos como garantia, quase três vezes o mínimo exigido. A operação foi possível mesmo com a nota D na Capacidade de Pagamento (Capag), segundo a Secretaria do Tesouro Nacional.
Propag impulsiona investimentos
Ao suspender parcelas mensais da dívida desde 2018, o governo direcionou caixa para infraestrutura. Entre os exemplos citados está a Cemig, que retomou a capacidade de atender novos empreendimentos após modernizar sua rede, fator crucial para manter o Estado líder em exportações — R$ 27 bilhões em 2025, segundo Zema.
O gestor também lembrou a redução de 21 para 14 secretarias estaduais, alegando ganho de eficiência e agilidade nas decisões. “Com equipes enxutas e metas claras, controlamos gastos e melhoramos a transparência”, resumiu.
Modelo nacional em debate
Pré-candidato pelo Novo, Zema diz que pretende levar a experiência de metas, enxugamento administrativo e disciplina fiscal à esfera federal, caso avance na corrida eleitoral de 2026.

Ele argumenta que a máquina pública, quando menor e monitorada, gera mais liberdade para investir em serviços essenciais e retomar crescimento, especialmente em um cenário de juros altos que afeta a indústria e o emprego.
No encerramento da entrevista, reforçou que nenhum parente ocupa cargos de primeiro escalão em sua gestão, “para dar o exemplo número 1” de governança.
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