Rogério Marinho deixa eleição no RN e reforça Flávio Bolsonaro
Rogério Marinho deixa eleição no RN – Em decisão articulada por Jair Bolsonaro, o senador potiguar comunicou, nos últimos dias, que não concorrerá mais a um cargo executivo em 2026, passando a integrar o núcleo estratégico da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).
A mudança mira o eleitorado nordestino, onde o clã Bolsonaro obteve de 12% a 18% das intenções de voto nas pesquisas mais recentes, percentual considerado insuficiente pela cúpula do partido.
Rearranjo interno no PL
Segundo fontes ligadas ao diretório nacional, Marinho assumirá a coordenação de articulações regionais, acompanhando agendas em capitais e polos do interior. A missão inclui negociar apoios com prefeitos e lideranças evangélicas que, em 2022, ajudaram a ampliar a votação bolsonarista no Nordeste.
O senador também ficará responsável por alinhar pautas econômicas ao discurso liberal do ex-ministro da Economia, Paulo Guedes, reforçando a narrativa de geração de empregos e redução de tributos, bandeiras caras ao eleitorado conservador.
Impacto no cenário potiguar
No Rio Grande do Norte, a saída de Marinho da corrida eleitoral abre espaço para novas alianças. Dirigentes locais cogitam lançar um nome de consenso em 2026 para enfrentar a governadora Fátima Bezerra (PT) e evitar dispersão de votos.
Apesar da mudança de planos, o senador manterá base no estado e pretende intensificar a atuação parlamentar em temas como reforma tributária e segurança hídrica. O RN, que abriga cerca de 3,6 milhões de habitantes, responde por apenas 1,7% do eleitorado nacional, de acordo com dados do IBGE.

Lideranças locais avaliam que a presença de Marinho na campanha presidencial pode render recursos e visibilidade para projetos de infraestrutura, especialmente na região do Seridó, onde ele obteve votação expressiva em 2022.
No front interno, Flávio Bolsonaro pretende visitar Natal, Recife e Fortaleza até o fim do semestre, sempre ao lado do senador potiguar, para consolidar apoios e apresentar propostas voltadas ao agronegócio e à transição energética – setores em expansão no Nordeste.
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Crédito da imagem: Divulgação