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quinta-feira, fevereiro 26, 2026

Roer unhas: riscos de infecção e como abandonar o hábito

Roer unhas: riscos de infecção e como abandonar o hábito

Roer unhas pode parecer apenas um tique nervoso, mas o ato afeta até 30% da população mundial e abre caminho para infecções na pele, boca e aparelho digestivo, apontam dados da National Library of Medicine.

O hábito, classificado como onicofagia, costuma surgir na infância, prolonga-se na adolescência e muitas vezes acompanha o indivíduo na vida adulta, geralmente associado a estresse e ansiedade.

Por que roer unhas é perigoso

Quando a ponta dos dedos é mordida até o leito ungueal, a barreira natural contra fungos, bactérias e vírus se rompe. Feridas nas cutículas facilitam a entrada de microrganismos e podem resultar em paroníquia, inflamações gengivais e até fraturas dentárias.

Além disso, germes transportados das mãos para a boca podem desencadear amigdalite, problemas gastrointestinais e mau hálito. Segundo o Ministério da Saúde, hábitos de higiene insuficientes nas mãos estão entre as principais portas de entrada para doenças infecciosas.

Estrutura das unhas e processo de recuperação

A unha é composta pela placa ungueal (parte rígida), leito (fixação) e matriz, onde ocorre o crescimento. A regeneração exige tempo e cuidados contínuos.

Dermatologistas recomendam hidratar a região com aloe vera ou óleos vegetais e reforçar a dieta com biotina – presente em amendoim, aveia e gema de ovo – para acelerar o fortalecimento.

Estratégias eficazes para largar o hábito

Na infância, esmaltes de gosto amargo costumam ajudar. Na adolescência, a preocupação estética se torna motivadora.

Na fase adulta, identificar gatilhos emocionais é crucial. Técnicas de respiração, exercícios físicos e acompanhamento psicológico reduzem a ansiedade, diminuindo a vontade de morder as unhas. Manter as mãos ocupadas com objetos anti-estresse e investir em cuidados estéticos semanais também colaboram.

Especialistas reforçam que onicofagia não é apenas falta de força de vontade, mas um alerta de que o corpo pede manejo adequado do estresse.

Persistência e autocuidado são fundamentais para restaurar unhas saudáveis e evitar complicações. Para seguir bem-informado sobre saúde e qualidade de vida, acompanhe nossa editoria especial.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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