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quarta-feira, fevereiro 25, 2026

Reforma Tributária: empresas já investem para adequação em 2026

Reforma Tributária: empresas já investem para adequação em 2026

Reforma Tributária: empresas já investem para adequação em 2026 – A fase piloto da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) começou no início de janeiro, exigindo que companhias de todos os portes emitam notas fiscais com os novos tributos destacados.

A cobrança efetiva só passa a valer em 2027, mas a Receita Federal e o Comitê Gestor recomendam que as empresas ajustem sistemas, cadastros e fluxos internos ainda em 2026 para driblar multas e gargalos operacionais.

O que muda na emissão de notas fiscais

Mesmo sem recolhimento imediato, todos os documentos fiscais eletrônicos precisam exibir CBS e IBS. Também haverá declarações específicas para regimes especiais e plataformas digitais, além de obrigações acessórias adicionais.

O problema é que apenas 1.843 dos 5.571 municípios brasileiros já operam a Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) padrão nacional, situação que pressiona fornecedores a manter sistemas paralelos.

Custos e prazos de adaptação

Especialistas estimam que, entre licenças de software, treinamento e consultorias, o gasto médio de adaptação pode chegar a 2% do faturamento anual de uma companhia de médio porte. Segundo dados do IBGE, mais de 4,9 milhões de empresas ativas no País terão de se enquadrar às novas regras.

No caso das optantes pelo Simples Nacional, a obrigação de destacar os impostos também existe, mas o recolhimento seguirá a regra tradicional até o fim do período de transição, em 2032. Mesmo assim, especialistas recomendam iniciar o mapeamento de processos já neste semestre.

Split payment encurta o fluxo de caixa

A partir de 2027, o modelo de “split payment” vai reter automaticamente o valor do tributo no momento da transação, enviando-o direto para os cofres públicos. A medida reduzirá o prazo médio de 45 dias para repasse de tributos, diminuindo o capital de giro de empresas que vendem a prazo.

Para acompanhar o novo sistema em tempo real, companhias precisarão integrar ERP, gateways de pagamento e bancos, sob pena de bloqueio de notas fiscais e restrições de crédito.

Também tramita no Congresso o PLP nº 128/2025, que eleva em 10% a alíquota de IRPJ e CSLL sobre a receita que ultrapassar o limite de R$ 5 milhões, encarecendo ainda mais a operação de prestadores de serviço.

Na prática, 2026 virou o “ano zero” da reforma: mesmo sem desembolsar os novos tributos, empresas terão de investir pesado para não pagar a conta em forma de autuações futuramente. Para mais análises e atualizações sobre economia em Pernambuco e no Brasil, acompanhe nossa editoria dedicada.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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