Recife lidera taxa de mortes violentas e desafia meta
Recife lidera taxa de mortes violentas e desafia meta – A capital pernambucana encerrou 2025 com 36,01 mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes, acima da média estadual de 32,74.
Responsável por 572 dos 3.130 assassinatos registrados no Estado, o Recife passou a ser considerado peça central para que o programa Juntos pela Segurança alcance a prometida queda de 30% nos homicídios até o fim de 2026.
Capital concentra quase um quinto dos homicídios no Estado
Segundo o pesquisador Armando Nascimento, da UFPE, o peso estatístico da cidade exige integração entre Prefeitura, Guarda Municipal e forças estaduais, adotando governança que envolva prevenção e repressão qualificada.
Em termos proporcionais, os 18,27% de mortes ocorridas no Recife superam municípios como Cabo de Santo Agostinho (65/100 mil) e São Lourenço da Mata (54,14/100 mil), que também precisam de ações prioritárias, de acordo com dados da SDS-PE.
Especialistas apontam caminhos para atingir a meta
Para chegar ao limite de 2.399 homicídios em 2026, Pernambuco teria de cortar cerca de 23% das mortes em apenas um ano — redução considerada “extraordinária” por Nascimento.
Boas práticas sugeridas incluem fortalecimento dos Centros Comunitários da Paz (Compaz), expansão de policiamento comunitário e reposição do efetivo da Guarda Municipal, cujo último concurso ocorreu há mais de dez anos.

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que programas de prevenção em áreas de alta vulnerabilidade reduzem homicídios em até 17%; esse percentual, se replicado nos bairros mais letais da capital, já contribuiria significativamente para a meta estadual.
No entanto, o sucesso depende de monitoramento constante e da participação ativa dos demais 183 municípios, uma vez que 93% deles não disputam verbas federais para segurança, limitando a escala das políticas de redução de violência.
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Crédito da imagem: Divulgação