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terça-feira, fevereiro 24, 2026

Raquel Lyra defende legalidade em monitoramento de secretário

Raquel Lyra defende legalidade em monitoramento de secretário

Monitoramento de secretário do Recife – Na última terça-feira (27 de janeiro de 2026), a governadora Raquel Lyra (PSD) afirmou que a Polícia Civil atuou “dentro da legalidade” ao vigiar o chefe de Articulação Política e Social do Recife, Gustavo Queiroz Monteiro.

Segundo a gestora, a corporação apurou uma denúncia grave de corrupção e encerrou a etapa preliminar sem indícios para abrir inquérito formal.

Como ocorreu a investigação

Entre agosto e outubro de 2025, agentes monitoraram o carro funcional usado pelo secretário e instalaram um rastreador para aferir suposto recebimento de propina. Um grupo no WhatsApp, batizado “Nova Missão”, foi criado para trocar informações sobre a rotina de Gustavo Monteiro e do irmão dele, Eduardo.

De acordo com o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, a estratégia foi autorizada após chegar à pasta um dossiê com fotos do veículo em estacionamentos e relatos de pagamentos ilícitos. A existência da operação foi confirmada publicamente pela Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE).

Denúncia anônima e alcance policial

O documento anônimo descrevia um esquema de vantagem indevida que envolveria 4% a 5% do faturamento mensal de fornecedores da prefeitura, além de citações a outros membros da família Monteiro.

Especialistas ouvidos por juristas consultados pelo portal apontam que a legislação permite verificação preliminar sem ordem judicial, mas divergem sobre a instalação de rastreadores. Para o professor de direito penal André Pontes, o uso de “tags” de geolocalização deveria ser precedido de autorização judicial; já a delegada aposentada Silvia Andrade avalia que a medida é legítima quando há indício concreto e risco de perda de provas.

Repercussão política

Um dia antes da fala da governadora, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), classificou o monitoramento como “imoral” e prometeu acionar a Justiça para responsabilizar os envolvidos. Ele também pediu explicações formais à SDS.

Raquel Lyra rebateu dizendo que “ninguém está acima da lei” e que o combate à corrupção continuará pautando as ações do governo estadual.

Embora a investigação não tenha evoluído para inquérito, o debate sobre os limites da atuação policial reacende discussões na Assembleia Legislativa sobre a necessidade de protocolos claros para uso de tecnologias de rastreamento em procedimentos preliminares.

Para mais detalhes e outras ocorrências, acesse nossa editoria de Polícia.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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