Raquel Lyra cobra deputados e pede aprovação na Alepe
Raquel Lyra cobra deputados e pede aprovação na Alepe – Na solenidade que marcou a conclusão da dragagem do canal interno do Porto de Suape, na última sexta-feira (30), a governadora Raquel Lyra (PSD) fez um apelo direto aos parlamentares: aprovarem os projetos estratégicos que aguardam análise na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
Em pronunciamento direcionado nominalmente a quatro deputados presentes, a gestora pediu foco na gestão e disse que o eleitor «espera união, trabalho e compromisso» em vez de antecipar o debate eleitoral de 2026.
Projetos considerados estratégicos
O pacote inclui a reestruturação da dívida do Estado, autorizações para novas operações de crédito e a Lei Orçamentária Anual (LOA). Segundo Raquel Lyra, sem essas medidas o governo perde capacidade de investimento e risco de atraso em obras fundamentais.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o PIB pernambucano já supera R$ 200 bilhões, mas a alta demanda por infraestrutura exige fluxo constante de recursos. Para a governadora, alongar prazos e reduzir juros da dívida é condição para garantir competitividade.
Tensão com o Legislativo
O pedido acontece em meio a clima de desgaste entre o Palácio do Campo das Princesas e a Alepe, provocado pela lentidão na tramitação de matérias do Executivo. Raquel Lyra evitou citar conflitos, mas alertou que vetos e emendas parlamentares podem travar remanejamentos orçamentários.
Ela reforçou a parceria com o governo federal para destravar iniciativas como o metrô do Recife, novas rodovias e ampliação do Porto de Suape. «O ano eleitoral não é período de paralisação», afirmou, lembrando que projetos prontos facilitam a captação de verbas externas.

Agenda administrativa acima da disputa
Ao ressaltar responsabilidade fiscal, a governadora garantiu que só executa obras com dinheiro em caixa. Disse ainda que a população que «acorda cedo e precisa de transporte digno» cobra resultados immédiatos. Assim, pediu à Alepe que deixe as urnas para o cronograma oficial de julho a outubro de 2026.
O apelo final foi pela aprovação dos textos antes do recesso parlamentar, evitando gargalos em licitações e cronogramas de infraestrutura.
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Crédito da imagem: Divulgação