Queimadura de água-viva: como proteger crianças no verão
Queimadura de água-viva: como proteger crianças no verão – o tema ganha relevância toda vez que as férias escolares lotam as praias brasileiras e aumentam o risco de acidentes com esses animais marinhos.
Por terem menor superfície corporal, as crianças absorvem toxinas mais rapidamente, o que torna fundamental agir com rapidez e saber reconhecer sinais de gravidade.
Sintomas que exigem atenção imediata
Marcas lineares vermelhas, dor intensa, ardência e inchaço surgem poucos minutos após o contato. Náuseas, vômitos, queda de pressão ou convulsões indicam reação sistêmica e necessidade de atendimento emergencial.
Levantamento recente da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) aponta aumento sazonal de ocorrências no Estado, especialmente entre dezembro e março.
Primeiros socorros ainda na areia
Lave a área afetada somente com água do mar; água doce ou gelo agravam a liberação de toxinas. Caso disponha de vinagre, aplique por até um minuto para neutralizar o veneno.
Remova possíveis tentáculos com luvas ou um cartão rígido e, em seguida, utilize compressas quentes para aliviar a dor. Mantenha a pele limpa, coberta e fora do sol nos dias seguintes, observando sinais de infecção.

Prevenção antes do mergulho
A bandeira lilás nos postos de guarda-vidas indica risco de águas-vivas ou caravelas. Ao notar o aviso, limite-se à faixa de areia ou procure piscinas naturais.
Incentive o uso de calçados e roupas com proteção UV, e oriente as crianças a não tocar em animais marinhos, mesmo quando parecem mortos. Experiências de educação ambiental em escolas do Nordeste já reduziram em até 40% os casos entre 5 e 12 anos.
Se a queimadura abranger grande área ou vier acompanhada de sintomas sistêmicos, procure o serviço de saúde mais próximo. Para acompanhar outras dicas que ajudam a manter seu verão seguro, visite nossa editoria de Segurança.
Crédito da imagem: Divulgação