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sexta-feira, fevereiro 20, 2026

Putin exige libertação de Maduro e critica pressão dos EUA

Putin exige libertação de Maduro e critica pressão dos EUA

Putin exige libertação de Maduro e critica pressão dos EUA – Em comunicado divulgado recentemente, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia pediu a libertação imediata do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, detidos após a posse do novo governo interino em Caracas.

No texto, Moscou acusa Washington de “escalar deliberadamente” a crise diplomática na América do Sul e afirma que tomará “medidas de retaliação” caso a integridade física do casal não seja garantida.

Escalada diplomática entre Moscou, Caracas e Washington

De acordo com a chancelaria russa, a administração norte-americana teria pressionado autoridades venezuelanas a manter Maduro sob custódia durante as negociações de transição. O Kremlin classificou a ação como “inadmissível” e acusou os EUA de violar normas internacionais. A nota foi repercutida pela agência Reuters, referência global em cobertura de política externa.

Em resposta preliminar, o Departamento de Estado dos EUA declarou que “não interfere em processos jurídicos soberanos”, mas reforçou que reconhece o novo governo de transição venezuelano, instaurado após votação no parlamento local.

Contexto geopolítico e impacto regional

Rússia e Venezuela mantêm parceria estratégica há quase duas décadas, com acordos bilionários em petróleo, defesa e infraestrutura. Segundo levantamento da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), a estatal venezuelana PDVSA exportou, em 2023, cerca de 17% de sua produção para refinarias russas.

Especialistas em Relações Internacionais apontam que a prisão de Maduro pode intensificar sanções cruzadas. Atualmente, mais de 900 pessoas físicas e jurídicas ligadas a Caracas enfrentam restrições financeiras impostas pelos EUA, de acordo com dados do Tesouro norte-americano.

Ao mesmo tempo, a crise política agrava o fluxo migratório. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) estima que 7,7 milhões de venezuelanos já deixaram o país desde 2015, número que pode crescer caso o impasse se prolongue.

No fim da nota, Moscou exige acesso consular a Maduro, citando a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas. Autoridades venezuelanas ainda não confirmaram se concederão a permissão.

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Crédito da imagem: Divulgação

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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