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segunda-feira, fevereiro 23, 2026

PT de Pernambuco usa apoio de Lula como trunfo eleitoral

PT de Pernambuco usa apoio de Lula como trunfo eleitoral

PT de Pernambuco usa apoio de Lula como trunfo eleitoral – De olho nas urnas de 2026, o diretório estadual petista mantém a cautela e adia anúncios de coligações, convertendo o prestígio do presidente em moeda política valiosa.

A tática, já adotada em pleitos anteriores, impede que outras forças fechem o jogo antes da hora e obriga pré-candidatos como João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) a cortejar o Palácio do Planalto até o último momento.

Efeito gravitacional do lulismo

Em Pernambuco, onde Lula conquistou cerca de 66% dos votos válidos em 2022, qualquer chapa competitiva precisa dialogar com o petista. Ao postergar uma definição, o PT transforma-se no fiel da balança, mantendo aberta a porta tanto para PSB quanto para PSD.

A legenda avalia repetir a estratégia dos palanques múltiplos, permitindo que o presidente apareça em agendas de diferentes siglas sem amarrar o partido a um único nome no primeiro turno. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, o Estado reúne mais de 7 milhões de eleitores, um contingente capaz de influenciar a correlação nacional de forças.

Memória recente e cautela interna

O recuo de 2022, quando a candidatura de Humberto Costa foi retirada em favor de um arranjo nacional com Geraldo Alckmin, ainda ecoa na base. Parte da militância cobra garantias para evitar novo “sacrifício estratégico”.

Levantamentos internos mostram que coligações não significam transferência automática de votos: naquele pleito, Teresa Leitão (PT) ultrapassou 2 milhões de sufrágios ao Senado, enquanto o aliado ao governo da mesma chapa ficou restrito a 800 mil.

Por isso, dirigentes defendem que a decisão ocorra apenas depois do Carnaval, quando Lula planeja agenda no Recife. A visita servirá de termômetro para medir a adesão popular e negociar apoios em troca de espaço em palanques municipais.

A máxima do ex-vice-presidente Marco Maciel, “quem tem tempo não tem pressa”, guia as conversas: quanto mais se alonga o calendário, maior a chance de o PT impor condições sobre programas e composição de chapa.

Nos bastidores, fontes falam em exigência de protagonismo na escolha de suplências e garantia de palanque exclusivo no segundo turno, caso a disputa se afunile entre aliados com perfis distintos de centro-esquerda.

Com o lulismo como principal ativo eleitoral no Estado, a legenda aposta que a paciência resultará em maior influência sobre o mapa de alianças e, por consequência, em melhores chances de ampliar sua bancada federal e estadual.

Para mais análises sobre o cenário político e as eleições de 2026, acompanhe nossa editoria de Política.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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