Província canadense planeja referendo de independência em 2026
Província canadense planeja referendo de independência em 2026 – Indícios tornados públicos recentemente apontam que líderes separatistas de uma província do oeste do Canadá vêm mantendo contatos informais com aliados do ex-presidente norte-americano Donald Trump para fortalecer a campanha por um plebiscito de autodeterminação previsto para 2026.
A movimentação, segundo fontes próximas ao grupo, inclui reuniões nos Estados Unidos e troca de documentos estratégicos que tratam de financiamento privado e articulação política internacional.
Encontros com aliados de Trump
De acordo com reportagens locais, integrantes do movimento separatista teriam participado de ao menos dois encontros, em abril e setembro deste ano, com assessores ligados à campanha “Trump 2024”. O objetivo seria obter suporte midiático e logístico, além de espaço em eventos do Partido Republicano.
Não há confirmação oficial de que Trump tenha se pronunciado sobre o tema, mas a aproximação acirra o clima diplomático entre Ottawa e Washington. Para o governo federal canadense, qualquer ingerência externa em assuntos constitucionais do país configura “interferência inaceitável”, conforme nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores.
Histórico de separatismo no Canadá
Embora a pauta independentista seja mais conhecida em Quebec, plebiscitos daquele tipo não são inéditos. Em 1980, 40,4% dos eleitores quebequenses votaram pela separação; em 1995, o percentual subiu para 49,4%, segundo dados da Statistics Canada.
No oeste do país, movimentos como “Wexit” ganharam força após 2018, impulsionados por queixas sobre divisão de royalties do petróleo, políticas ambientais federais e suposta falta de autonomia fiscal. Pesquisas feitas por institutos regionais apontam que cerca de 30% da população da província cogitaria votar pela independência, número suficiente para manter o debate na pauta.
Próximos passos e cenário legal
Para que o plebiscito ocorra em 2026, a assembleia legislativa provincial precisa aprovar, até o fim de 2024, um projeto que detalhe pergunta, regras de campanha e quórum de aprovação. O governo federal, por sua vez, alega que qualquer ruptura estaria sujeita à Lei de Clareza, aprovada pelo Parlamento canadense em 2000, que exige maioria “clara” e negociações complexas com Ottawa.

Especialistas em direito constitucional lembram que, mesmo em caso de vitória do “sim”, o processo de separação pode levar anos de negociações sobre dívida pública, fronteiras e divisão de ativos naturais.
O movimento separatista promete divulgar, nas próximas semanas, um plano de “transição soberana” que inclui moeda própria e acordo de defesa com aliados norte-americanos. Já o governo canadense reforçou que continuará a usar todos os instrumentos legais para preservar a unidade do país.
No desfecho desse impasse, resta saber se o apoio informal de Trump terá força para alterar o tabuleiro político do Canadá. Para acompanhar os desdobramentos na cena internacional, acesse nossa editoria Mundo.
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