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domingo, fevereiro 22, 2026

Prisão mantida para mulher que matou namorada do ex no Carnaval

Prisão mantida para mulher que matou namorada do ex no Carnaval

Prisão mantida para mulher que matou namorada do ex no Carnaval – A Justiça de Pernambuco converteu em preventiva a detenção da mulher acusada de assassinar a namorada do ex-companheiro durante um bloco carnavalesco no bairro da Mustardinha, Zona Oeste do Recife.

A decisão foi proferida na última terça-feira (3), após audiência de custódia. Com a mudança de regime, a suspeita seguirá recolhida no sistema prisional feminino enquanto o inquérito avança.

Como ocorreu o crime

Testemunhas relataram que, no auge da festa de rua, a investigada abordou a vítima, de 23 anos, e efetuou golpes de faca motivados por ciúmes. A jovem não resistiu aos ferimentos antes da chegada do socorro.

Segundo a Polícia Civil, câmeras de segurança instaladas por moradores ajudaram a identificar a autora e reconstituir a rota de fuga. Equipes do 2º Distrito Policial cumpriram o mandado de prisão em menos de 24 horas, enquanto peritos coletaram imagens e depoimentos.

Investigação e contexto

O caso foi inicialmente classificado como homicídio qualificado por motivo torpe, mas o Ministério Público avalia enquadramento como feminicídio. Dados do Atlas da Violência 2023 apontam que Pernambuco registrou taxa de 4,4 assassinatos de mulheres por 100 mil habitantes, acima da média nacional.

Especialistas lembram que disputas entre ex-parceiros estão entre os principais gatilhos de crimes passionais. A Lei do Feminicídio (Lei 13.104/2015) prevê pena de 12 a 30 anos para homicídios praticados contra mulheres por razões da condição de gênero, o que pode agravar a situação da suspeita.

Próximos passos do processo

Com a prisão preventiva decretada, a defesa poderá solicitar liberdade provisória ou habeas corpus, enquanto a Delegacia de Homicídios deve concluir o relatório em até 30 dias. O juiz responsável decidirá se há elementos suficientes para levar o caso a júri popular.

Se condenada, a ré pode perder benefícios como progressão de regime e saídas temporárias, já que crimes hediondos têm regras mais rígidas. A família da vítima recebe acompanhamento psicossocial oferecido pelo Centro de Referência da Mulher do Recife.

No encerramento da audiência, o magistrado ressaltou a gravidade do ato e o risco de reiteração do delito como motivos para mantê-la presa. A Secretaria de Ressocialização informou que a mulher foi transferida para a Colônia Penal Feminina do Recife, onde aguardará as próximas etapas judiciais.

Para mais detalhes e outras ocorrências, acesse nossa editoria de Polícia.


Crédito da imagem: Divulgação / PMPE

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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