Presidente da EPTI pede demissão após e-mails racistas
Presidente da EPTI pede demissão após e-mails racistas – Em 30 de janeiro de 2026, apenas nove dias depois de assumir o comando da Empresa Pernambucana de Transporte Coletivo Intermunicipal (EPTI), Yuri Coriolano entregou o cargo.
O agora ex-presidente saiu após o vazamento de mensagens enviadas por ele em 2012, com conteúdo considerado racista e misógino. Em nota à imprensa, Coriolano reconheceu o erro, pediu desculpas e afirmou que as frases “não refletem” seus valores pessoais ou profissionais.
E-mails de 2012 motivam afastamento
As mensagens antigas circularam nas redes sociais e ganharam repercussão estadual, pressionando o gestor a renunciar para, segundo ele, “preservar a instituição” e evitar ruídos na administração pública.
Casos de injúria racial têm sido cada vez mais denunciados. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) indicam crescimento de 40 % nesses registros entre 2019 e 2022, evidenciando atenção maior da sociedade ao tema.
Repercussão política e histórico do cargo
Coriolano substituiu Antônio Carlos Reinaux, exonerado após denúncias de irregularidades envolvendo uma empresa de ônibus ligada à família da governadora Raquel Lyra (PSD). A EPTI é responsável por fiscalizar e regular o transporte intermunicipal em Pernambuco, setor impactado por sucessivas reclamações de usuários sobre qualidade e segurança.

Apesar da saída repentina, a Secretaria de Mobilidade ainda não anunciou quem ficará à frente do órgão. Nos bastidores, a ordem é manter as operações e a revisão de contratos em andamento para evitar interrupções de serviço.
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Crédito da imagem: Divulgação