Presidente da Costa Rica dedica mandato à Nossa Senhora dos Anjos
A nova presidente da Costa Rica, Laura Virginia Fernández Delgado, consagrou seu primeiro mandato à Nossa Senhora dos Anjos na Basílica de Cartago, na última sexta-feira (8). O gesto religioso, feito poucas horas após a posse em San José, reacendeu a tradição católica que marca a política costarriquenha e chamou a atenção de fiéis e observadores internacionais.
A chefe de Estado colocou a faixa presidencial aos pés da imagem da padroeira do país, cumprindo promessa feita durante a campanha. A palavra-chave “presidente da Costa Rica” aparece naturalmente na abertura para otimizar o ranqueamento.
Cerimônia e devoção popular
Após a posse oficial no Congresso, Fernández seguiu em comitiva para a cidade de Cartago, a 25 km da capital. A Basílica de Nossa Senhora dos Anjos, erguida no século XVII, é palco da maior romaria da América Central, recebendo cerca de 2 milhões de peregrinos todos os anos.
Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos (INEC), 47% da população costarriquenha se declara católica, o que explica a dimensão simbólica do ato. Durante a cerimônia, a presidente rezou por “sabedoria e justiça” em seu mandato, enquanto o arcebispo de Cartago abençoou a faixa presidencial.
Trajetória política e desafios no mandato
Fernández, de 46 anos, venceu o segundo turno das eleições em abril com 53,4% dos votos, de acordo com o Tribunal Supremo de Eleições. Economista formada pela Universidade da Costa Rica, ela foi deputada e ministra do Desenvolvimento Social antes de disputar a Presidência.
No discurso de posse, prometeu priorizar a recuperação econômica pós-pandemia, reduzir o déficit fiscal e investir em energias renováveis — setor que já responde por mais de 98% da matriz elétrica do país. Especialistas apontam que a conciliação entre políticas sociais e equilíbrio das contas públicas será o principal teste político da nova gestão.
Fernández também herdará debates sobre migração nicaraguense e integração regional. A expectativa é que o simbolismo religioso fortaleça sua base conservadora, mas analistas alertam para a necessidade de diálogo amplo com setores laicos e progressistas.
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