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terça-feira, fevereiro 24, 2026

Prefeitos rejeitam operações do ICE em Minneapolis e Milão

Prefeitos rejeitam operações do ICE em Minneapolis e Milão

Prefeitos rejeitam operações do ICE em Minneapolis e Milão – Operações do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) enfrentam resistência pública após a morte de dois manifestantes nos Estados Unidos, fato que levou o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, a classificar a ação federal como “invasão à democracia”.

A mais de 7 mil quilômetros, o prefeito de Milão, Giuseppe Sala, ecoou a indignação e descreveu o ICE como “uma milícia que mata”, avisando que agentes norte-americanos não serão bem-vindos durante os Jogos Olímpicos de Inverno.

Críticas públicas ao uso da força

Jacob Frey anunciou redução do efetivo federal em Minneapolis, enquanto Sala questionou: “Será que não podemos simplesmente dizer não a Trump?”. A Casa Branca havia justificado o envio de agentes para “avaliar e mitigar riscos de organizações criminosas transnacionais”.

As manifestações expõem preocupação global com a escalada de violência institucional. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ações policiais sem controle aumentam o risco de letalidade, realidade que ecoa na percepção dos prefeitos.

Repercussão política e possíveis efeitos

A reação dos gestores locais e de movimentos civis obrigou o governo Trump a recuar parcialmente: a fiscalização migratória deve se tornar menos agressiva em Minneapolis. Apesar disso, o ICE acumula rejeição dentro e fora dos EUA, transformando-se em símbolo de um “trumpismo” pouco bem-vindo.

Especialistas lembram que o isolamento dos EUA em organismos multilaterais, como a ONU, amplia a importância de vozes municipais e regionais. Posturas firmes, a exemplo da adotada pela prefeita da Cidade do México, Claudia Sheinbaum, já renderam mudanças de tom do presidente norte-americano em outras ocasiões.

No cenário internacional, analistas veem a pressão diplomática como ferramenta para limitar eventuais ações unilaterais em países como Venezuela ou Irã. Sem consenso global, líderes locais assumem protagonismo na defesa de práticas democráticas.

Para mais detalhes e outras ocorrências, acesse nossa editoria de Segurança.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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