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quarta-feira, fevereiro 25, 2026

Prefeita de Olinda veta lei que fixa prazo para cachês

Prefeita de Olinda veta lei que fixa prazo para cachês

Prefeita de Olinda veta lei que fixa prazo para cachês – A gestão municipal decidiu barrar o projeto aprovado pela Câmara que determinava até 45 dias para o pagamento dos artistas do carnaval, alegando inconstitucionalidade e risco fiscal.

O veto, formalizado nesta semana, reacendeu o impasse entre o Executivo e a vereadora Eugênia Lima (PT), autora da proposta, que prometeu articular a derrubada do bloqueio em plenário no início de fevereiro.

Entenda o que dizia o projeto

A emenda aprovada em dezembro previa prazo máximo de 45 dias úteis para quitação dos cachês, aplicação de multa e juros em caso de atraso, além de um painel público de transparência sobre a execução orçamentária.

Segundo a autora, a medida atenderia a uma demanda histórica de artistas locais, que relatam atrasos de meses após o carnaval. A justificativa também menciona entendimento do STF que permite ao Legislativo fixar prazos para obrigações já contratadas.

Argumentos da prefeitura

Em nota, a prefeita Mirella Almeida (PSD) afirmou que o texto feria o Artigo 141 da Lei 14.133/2021 e poderia comprometer outras obrigações financeiras do município. A chefia do Executivo sustentou que a lei orgânica da cidade impede a priorização de um setor sobre os demais credores.

A administração, contudo, garantiu que “trabalha para efetuar os pagamentos em até 45 dias”, mesmo sem a obrigação legal.

Impacto financeiro do carnaval

O carnaval de Olinda movimenta milhões de reais em serviços e turismo. Em 2024, a folia injetou cerca de R$ 260 milhões na economia local, segundo dados do IBGE. Parte desse montante retorna aos cofres públicos por meio de impostos e patrocínios, fonte usada para remunerar músicos, orquestras e agremiações.

Especialistas em gestão pública apontam que previsibilidade de pagamentos contribui para a sustentabilidade da cadeia cultural e reduz litígios judiciais contra o município.

Enquanto vereadores discutem a possibilidade de derrubar o veto, representantes de classe organizam audiências para pressionar o poder público a manter o prazo de 45 dias já no próximo ciclo carnavalesco.

Diante do impasse, o debate sobre responsabilidade fiscal e valorização cultural seguirá no centro das atenções da cidade. Para acompanhar outras pautas que impactam Pernambuco, visite nossa editoria regional.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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