PF investiga polícia paralela em Pernambuco, diz João Campos
PF investiga polícia paralela em Pernambuco – A determinação partiu do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que no dia 31 de janeiro ordenou à Polícia Federal a apuração de um suposto esquema de monitoramento irregular contra servidores da Prefeitura do Recife.
A medida também suspendeu investigação do Ministério Público de Pernambuco que mirava duas secretarias municipais, mas, segundo a defesa dos servidores, sem indícios formais de crime.
Decisão do STF impulsiona apuração federal
Reportagens nacionais revelaram que o secretário de Articulação Política e Social, Gustavo Queiroz Monteiro, e o irmão dele, Eduardo Monteiro, foram seguidos, fotografados e tiveram um rastreador instalado no carro oficial entre agosto e outubro de 2025, sem qualquer boletim de ocorrência ou inquérito.
Ao comentar o caso, o prefeito João Campos afirmou que segmentos da Polícia Civil teriam sido utilizados com fins eleitorais. “Isso é inaceitável”, frisou. A Secretaria de Defesa Social confirmou uma apuração preliminar conduzida por um núcleo de inteligência, motivada por denúncia anônima de propina, mas admitiu que não houve instauração de inquérito.
Contexto, leis e dados de segurança
Caso as suspeitas se confirmem, os envolvidos podem responder por violação do artigo 10 da Lei de Abuso de Autoridade (Lei 13.869/2019), que proíbe o uso de meios ilícitos de vigilância. Em 2024, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontou que 6 % das corregedorias estaduais investigaram denúncias semelhantes de uso político das forças de segurança.

Em nota recente, a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE) declarou que fornecerá à PF todos os documentos coletados na etapa preliminar, incluindo relatórios de inteligência e registros de localização do veículo oficial.
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