PF investiga fake news sobre Bolsa Família, programas sociais
PF investiga fake news sobre Bolsa Família, programas sociais – A Polícia Federal foi acionada para identificar quem está divulgando boatos sobre supostas mudanças nas regras de programas como o Bolsa Família, informou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, na última quinta-feira (29).
O ministro explicou que as mensagens falsas circulam principalmente nas redes sociais e buscam confundir beneficiários, alegando, por exemplo, que apenas famílias com filhos continuariam recebendo o benefício.
Boatos que viram crime
Ao vivo no programa “Bom Dia, Ministro”, Dias classificou as fake news como “desserviço” e lembrou que, em períodos eleitorais, a desinformação tende a crescer. Segundo ele, espalhar mentiras que podem prejudicar beneficiários configura crime previsto em lei.
A rede federal de fiscalização do Bolsa Família, que inclui a PF, foi acionada tão logo as primeiras denúncias chegaram. Detalhes da investigação correm em sigilo, mas o ministro assegurou que os responsáveis serão identificados. Para reportar suspeitas, basta ligar para o Disque Social 121, serviço gratuito disponível de qualquer telefone.
Dicas para reconhecer notícias falsas
Apesar de o governo reforçar a checagem interna, especialistas em segurança digital recomendam que o cidadão verifique a fonte das mensagens, desconfie de promessas mirabolantes e consulte canais oficiais, como o site da Polícia Federal, antes de compartilhar qualquer conteúdo.
Levantamento da SaferNet Brasil aponta que 7 em cada 10 brasileiros já receberam informações duvidosas sobre benefícios governamentais. A melhor forma de se proteger é buscar dados diretamente no aplicativo do Bolsa Família ou no Portal Cidadão, que atualiza regras e calendários de pagamento em tempo real.

Cobranças ilegais no Gás do Povo
Durante a mesma entrevista, o ministro recebeu relato de que beneficiários do programa Gás do Povo, em Alagoas, estariam pagando taxas de até R$ 30 para receber o auxílio. Ele solicitou que as vítimas registrem a denúncia pelo 121 para que a fiscalização atue imediatamente.
O titular da pasta reforçou que nenhum agente público pode cobrar valores extras para liberar benefícios federais. Caso isso ocorra, a recomendação é guardar comprovantes e procurar a autoridade policial local.
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Crédito da imagem: Divulgação / EBC