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quarta-feira, fevereiro 25, 2026

PF colhe depoimentos sobre fraude no Banco Master no STF

PF colhe depoimentos sobre fraude no Banco Master no STF

Fraude no Banco Master — A Polícia Federal começou a ouvir, no Supremo Tribunal Federal, oito pessoas ligadas a um suposto esquema de irregularidades financeiras que teria movimentado até R$ 12 bilhões.

A oitiva, ordenada pelo ministro Dias Toffoli, concentra todos os depoimentos em apenas dois dias e ocorre sob sigilo.

Quem presta depoimento e por quê

Entre os convocados estão diretores do Banco de Brasília (BRB) e do próprio Master, além de empresários que atuaram na intermediação das carteiras de crédito sem lastro.

O primeiro a falar foi Dario Oswaldo Garcia Júnior, responsável pelas Finanças do BRB, seguido de André Felipe de Oliveira Seixas Maia, Henrique Souza e Silva Peretto e Alberto Felix de Oliveira. Na sequência, serão ouvidos presencialmente Robério César Bonfim Mangueira e Luiz Antonio Bull, enquanto Angelo Antonio Ribeiro da Silva e Augusto Ferreira Lima participam por videoconferência.

Crimes investigados e alcance do prejuízo

A PF apura organização criminosa, gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado. Se confirmadas, as práticas podem provocar danos equivalentes a quase 10% do total recuperado pelo Fundo Garantidor de Crédito em 2023, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Relatórios preliminares indicam que carteiras sem garantia foram repassadas ao BRB com promessa de rentabilidade elevada. O Banco Central chegou a barrar a compra do Master pelo banco estatal antes de decretar a liquidação da instituição privada.

Pressões sobre o relator e próximos passos

Toffoli foi criticado por mandar o material apreendido direto ao STF, medida considerada incomum pela PF. Posteriormente, recuou e enviou os documentos à Procuradoria-Geral da República.

O ministro também enfrenta questionamentos sobre um voo em jatinho de advogado ligado ao caso e sobre a relação de familiares com um fundo investidor em um resort conectado ao Master.

A investigação, prorrogada por mais 60 dias, segue monitorando fluxos financeiros e bens de Daniel Vorcaro, dono do banco, que chegou a ser preso na Operação Compliance Zero.

Enquanto o inquérito avança, o setor bancário reforça mecanismos de prevenção: a Febraban estima que, só em 2022, as instituições investiram R$ 3 bilhões em cibersegurança e compliance — um indicativo da gravidade dessas fraudes de grande porte.




No desfecho do processo, a PF pretende confrontar os depoimentos desta semana com laudos periciais sobre as carteiras de crédito, rastreamento de ativos e informações fornecidas pelo Banco Central.

Para mais detalhes e outras ocorrências, acesse nossa editoria de Polícia.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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