Origem macabra de ‘Branca de Neve’ foi suavizada pela Disney
Filme da Disney ‘Branca de Neve e os Sete Anões’ – Lançado em 1937, o primeiro longa-metragem animado do estúdio precisou amenizar passagens sangrentas do conto dos Irmãos Grimm para chegar às telas.
Na versão publicada em 1812, a Rainha Má ordena que o caçador leve os pulmões e o fígado da jovem, enquanto o castigo final inclui sapatos de ferro em brasa que a fazem dançar até a morte. A Disney trocou esses elementos por um final romântico e tirou a violência gráfica para torná-lo adequado ao público infantil.
Conto original trazia violência e terror
Nos manuscritos germânicos, Branca de Neve tem apenas sete anos e sofre três tentativas de assassinato antes de morder a maçã envenenada. Já o pedido da madrasta para comer as vísceras da enteada mostra o caráter sombrio da história, como descreve a Enciclopédia Britannica.
Outra mudança marcante é o destino da vilã. Depois de ser desmascarada, ela recebe sapatos aquecidos em brasas e é forçada a dançar até cair morta diante da corte — cena considerada imprópria para a animação.
Animação inovou e virou fenômeno de bilheteria
Mesmo após suavizar o enredo, Walt Disney manteve a essência dramática do conto. O resultado foi histórico: arrecadação de US$ 8 milhões até 1939, soma que hoje ultrapassa US$ 160 milhões corrigidos pela inflação, segundo registros do próprio estúdio.
A produção recebeu um Oscar honorário e sete estatuetas em miniatura — homenagem pioneira da Academia ao formato de longa animado. O filme também inaugurou a “Era de Ouro” dos clássicos Disney, abrindo caminho para Pinóquio, Fantasia e Bambi.

Mais de oito décadas depois, “Branca de Neve e os Sete Anões” permanece no National Film Registry, lista norte-americana que preserva obras de relevância cultural, histórica ou estética.
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Crédito da imagem: Divulgação