Óleo mineral nos músculos: riscos e complicações graves
Óleo mineral nos músculos: riscos e complicações graves – A morte do fisiculturista Arlindo de Souza, o “Popeye Brasileiro”, reacendeu o alerta sobre a perigosa prática de injetar óleo mineral para ampliar o volume muscular.
Mesmo sem relação direta com o óbito, médicos lembram que o método clandestino provoca infecções severas, rejeição do organismo e pode culminar em amputações, meses ou anos após a aplicação.
Por que a substância é tão ameaçadora
Segundo o cirurgião plástico Rafael Neves, o óleo mineral é um lubrificante industrial, sem qualquer indicação médica. Ao ser introduzido no corpo, infiltra-se entre fibras, nervos e vasos, tornando quase impossível removê-lo sem extirpar tecido saudável.
Quando bactérias encontram esse ambiente, a infecção pode generalizar-se e levar à sepse, alerta documento do Ministério da Saúde.
Complicações que surgem a curto e longo prazo
A injeção acidental em vasos sanguíneos pode causar embolia e morte súbita. Já o risco tardio inclui rejeição: o corpo identifica o óleo como invasor, gerando inflamações crônicas que exigem cirurgias extensas.
Levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica aponta que até 30% dos casos evoluem para procedimentos mutilantes, como desbridamento muscular ou amputação de membros.

Prevenção e orientação médica
Especialistas reforçam: não há forma segura de usar óleo mineral para fins estéticos. Hipertrofia saudável depende de treino supervisionado, dieta equilibrada e acompanhamento profissional.
Pessoas que já aplicaram a substância devem vigiar sinais como endurecimento, vermelhidão ou dor e buscar atendimento imediato. A aplicação é considerada crime contra a saúde pública e pode ser denunciada às vigilâncias sanitárias e à Polícia Civil.
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Crédito da imagem: Divulgação