Netflix quis roast com Paul McCartney antes de Kevin Hart
A Netflix procurou Paul McCartney para estrelar um roast ao vivo nos Estados Unidos, meses antes de confirmar o comediante Kevin Hart como anfitrião do especial, segundo fontes ligadas à produção.
O convite, feito durante reuniões em Los Angeles no primeiro semestre, tinha como objetivo repetir o sucesso de formato semelhante exibido pelo Comedy Central, desta vez com o apelo global do ex-beatle.
Bastidores da negociação
Executivos da plataforma sinalizaram que um show de roast com Paul McCartney poderia impulsionar assinaturas em mercados onde a base de fãs dos Beatles permanece alta, como Reino Unido, Brasil e Japão. A negociação, porém, esbarrou em questões de agenda e na resistência do artista a piadas potencialmente ofensivas, segundo apuração da revista Rolling Stone.
Mesmo sem acordo, a conversa expôs o interesse da Netflix em formatos de evento ao vivo — tendência reforçada após a boa audiência do “Chris Rock: Selective Outrage”, transmitido em março.
Por que Kevin Hart ficou com o especial
Com a recusa de McCartney, o serviço de streaming redirecionou esforços para Kevin Hart, nome já associado à plataforma em projetos anteriores. Dados internos indicam que especiais de stand-up do ator somam mais de 200 milhões de horas assistidas, volume que pesou na decisão.
Além disso, Hart administra a produtora Hartbeat, parceira da Netflix em séries curtas e realities, o que facilitou fechar o contrato sem entraves criativos. O novo roast, ainda sem data oficial, deverá seguir o modelo interativo testado no reality “Love Is Blind”, permitindo votações em tempo real.
Nos bastidores, criadores de conteúdo avaliam que a iniciativa pode abrir portas para outros roasts de músicos lendários, desde que haja concordância sobre limites de humor. Para mais novidades do universo pop e do entretenimento, acompanhe nossa editoria Pop.
