Morte de Raul Jungmann aos 72 anos comove meio político
Morte de Raul Jungmann aos 72 anos — O ex-ministro pernambucano faleceu em Brasília em decorrência de um câncer de pâncreas, confirmaram familiares no último fim de semana.
Jungmann presidia o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) desde 2020 e mantinha tratamento oncológico nos últimos meses. A morte encerra uma trajetória marcada pela defesa da democracia e pelo diálogo em diferentes esferas de poder.
Trajetória na vida pública
Nascido no Recife em 3 de abril de 1952, Raul Jungmann iniciou a carreira política ainda na década de 1980. Foi deputado federal por Pernambuco em dois períodos, além de vereador do Recife.
Em nível federal, ocupou três ministérios: Desenvolvimento Agrário (1996-2002), Defesa (2016-2018) e Segurança Pública (2018). No Congresso, era conhecido pela atuação suprapartidária e pelos debates sobre modernização das Forças Armadas, como mostra seu perfil na Câmara dos Deputados.
Legado recente no setor de mineração
À frente do Ibram, Jungmann concentrou esforços em estimular a mineração sustentável e em ampliar a transparência de dados ambientais. Entre 2021 e 2023, por exemplo, o instituto lançou plataformas de rastreabilidade que passaram a reunir mais de 800 empresas do setor.
Embora a doença tenha restringido compromissos presenciais, ele continuou participando de reuniões virtuais e de audiências públicas para discutir o novo marco regulatório da mineração, defendendo a diversificação da matriz mineral brasileira.
Números do câncer de pâncreas
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de pâncreas é responsável por cerca de 2% de todos os diagnósticos oncológicos no país, mas apresenta alta letalidade. A taxa de sobrevida em cinco anos é inferior a 10%, o que ajuda a explicar a rapidez com que a saúde de Jungmann se deteriorou.

Especialistas orientam a atenção a sinais como dor abdominal persistente e perda de peso inexplicada. A adoção de hábitos saudáveis, como dieta equilibrada e prática regular de atividade física, também é recomendada para reduzir fatores de risco.
Lideranças de diferentes partidos emitiram notas de pesar, destacando o diálogo constante de Jungmann com a sociedade civil e seu empenho na construção de políticas públicas em defesa da democracia.
A cerimônia de cremação deverá ocorrer em Brasília, ainda sem data divulgada pela família.
No universo político de Pernambuco, a morte reforça a importância de figuras que conciliam posições divergentes em prol de avanços institucionais. Para mais análises e cobertura do cenário nacional, acompanhe nossa editoria de Política.
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