Morte de filho de Chimamanda Ngozi gera suspeita de negligência
Morte de filho de Chimamanda Ngozi gera suspeita de negligência – A família da premiada escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie afirma que o Hospital Euracare, em Lagos, falhou em prestar atendimento adequado ao menino, que teria pouco mais de um ano de idade.
Segundo parentes, a criança morreu após complicações respiratórias que, na visão deles, poderiam ter sido evitadas se protocolos de emergência tivessem sido seguidos corretamente.
O que a família alega sobre o atendimento
Em nota divulgada à imprensa local, os familiares relatam atraso para a realização de exames críticos, falta de monitor cardíaco disponível na unidade pediátrica e demora na transferência para a UTI.
A defesa cita ainda que não havia pediatra de plantão no momento da piora do quadro clínico. Documentos apresentados pelos advogados incluem prontuários e registros de conversa entre médicos e enfermeiros.
Resposta do hospital e próximos passos legais
O Hospital Euracare informou que abriu auditoria interna e cooperará com autoridades de saúde nigerianas. A direção sustenta que o protocolo foi seguido “dentro das melhores práticas” e que os profissionais envolvidos serão ouvidos.
No país, casos de possível erro médico são analisados pelo Medical and Dental Council of Nigeria. Se confirmada a negligência, os responsáveis podem sofrer suspensão do registro e enfrentar processo criminal.
Segurança do paciente: o que dizem especialistas
De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), falhas de comunicação e insuficiência de recursos estão entre os principais fatores que elevam o risco de eventos adversos em hospitais.

Boas práticas incluem equipe especializada 24 horas, checagem dupla de exames e monitoramento contínuo de sinais vitais — medidas que, segundo a família Adichie, não estavam plenamente disponíveis na data do atendimento.
Até a conclusão das investigações, a escritora permanece reclusa e não fará comentários públicos; representantes pedem respeito à privacidade da família neste momento.
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Crédito da imagem: Divulgação