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quarta-feira, fevereiro 25, 2026

Monitoramento ilegal de secretário do Recife será apurado

Monitoramento ilegal de secretário do Recife será apurado

Monitoramento ilegal de secretário do Recife será apurado – Em 26 de janeiro, o prefeito João Campos (PSB) anunciou que acionará a Justiça para responsabilizar os envolvidos na suspeita de espionagem contra o chefe de Articulação Política e Social da prefeitura, Gustavo Queiroz Monteiro.

Segundo o gestor, a suposta vigilância sem autorização representa “arroubo autoritário” que não pode ficar impune no cenário democrático.

Como o monitoramento ocorreu

A denúncia aponta que policiais civis acompanharam, entre agosto e outubro de 2025, o veículo funcional utilizado por Monteiro e instalaram um rastreador sem autorização judicial. O irmão dele, Eduardo Monteiro, também teria sido alvo de observação.

Mensagens em um grupo de WhatsApp chamado “Nova Missão” revelam troca de fotos do carro e detalhes sobre a rotina do secretário. A Secretaria de Defesa Social confirmou a existência do grupo e classificou a ação como verificação preliminar — prática prevista em protocolos internos da SDS-PE.

Posições da SDS e questionamentos legais

Em coletiva, o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, afirmou que a apuração começou após denúncia anônima envolvendo possível recebimento de propina. Ele garantiu que não houve instauração de inquérito, pois nada ilícito foi identificado.

Especialistas, contudo, lembram que o Supremo Tribunal Federal exige autorização judicial para qualquer medida invasiva de privacidade. O advogado criminalista Yuri Herculano avalia que rastrear um carro oficial sem ordem judicial pode configurar abuso de autoridade.

Contexto e impacto institucional

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que o Brasil registrou, em 2023, mais de 3 mil denúncias de violação de prerrogativas legais por agentes de segurança, reforçando a necessidade de protocolos transparentes.

O prefeito questionou quem ordenou a criação do grupo e classificou a iniciativa como “ilegal e imoral”. “Não vale tudo dentro de uma instituição tão séria como a Polícia Civil, com 200 anos”, declarou Campos.

Para o gestor, a imprensa livre teve papel crucial ao revelar o caso, evitando eventuais provas forjadas ou perseguições políticas.

O veículo da prefeitura onde o equipamento foi instalado permanece preservado para perícia técnica, e a Procuradoria do Município analisa ações cíveis e criminais contra os responsáveis.

No encerramento, João Campos reiterou que “isso não vai passar impune” e que buscará responsabilização exemplar para garantir a confiança da população nas instituições.

O processo agora aguarda manifestações do Ministério Público e eventual abertura de inquérito formal.

Para mais detalhes e outras ocorrências, acesse nossa editoria de Polícia.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://pernambucoconectado.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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