Mini tsunami na Argentina deixa um morto e feridos
Mini tsunami na Argentina – Um evento atmosférico incomum provocou ondas de grande intensidade no litoral atlântico da província de Buenos Aires, atingindo especialmente Mar del Plata, Santa Clara del Mar e Mar Chiquita.
O chamado “meteotsunami” surpreendeu banhistas, arrastou estruturas de madeira e deixou pelo menos uma vítima fatal, além de dezenas de feridos, segundo autoridades locais.
Fenômeno foi impulsionado por mudança súbita de pressão
Especialistas explicam que o meteotsunami se forma quando há uma queda rápida de pressão atmosférica, capaz de deslocar grandes volumes de água. O Serviço de Hidrografia Naval (SHN) da Argentina registrou variações superiores a 15 hectopascais em poucos minutos, um valor suficiente para gerar ondas acima de dois metros.
Situações semelhantes já ocorreram no Mediterrâneo e na costa leste dos Estados Unidos, mas são raras na América do Sul. Em Pernambuco, órgãos como a Agência Pernambucana de Águas e Clima monitoram mudanças de pressão e maré para emitir alertas preventivos.
Banhistas foram pegos de surpresa apesar de maré baixa
No início da tarde, a maré estava excepcionalmente baixa, o que levou famílias a avançarem vários metros em direção ao mar. Minutos depois, uma série de ondas fortes atingiu a faixa de areia, derrubando guarda-sóis, quiosques e arrastando pessoas.
Testemunhas relatam que a vítima fatal, um homem de 34 anos, foi arremessada contra as pedras do quebra-mar. Equipes de resgate atenderam feridos com fraturas e cortes, enquanto a prefeitura interditava trechos de praia para avaliação de danos.
Dicas de segurança em caso de ondas repentinas
Oceanógrafos recomendam atenção a mudanças bruscas de vento, nuvens baixas se movendo rapidamente e ruídos anormais do mar, sinais típicos de um meteotsunami. Caso perceba a água recuar repentinamente, afaste-se da linha d’água e busque terreno elevado.

Também é importante acompanhar alertas oficiais e evitar permanência em píeres ou costões durante condições instáveis. Aplicativos meteorológicos podem auxiliar, mas não substituem avisos emitidos por agências governamentais.
O SHN segue monitorando o litoral argentino para detectar possíveis réplicas do fenômeno. Até o momento, não há registro de novo aumento de ondas, mas autoridades pedem cautela a pescadores e turistas.
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