Miguel Coelho critica gestão do PSB no interior de PE
Miguel Coelho critica gestão do PSB no interior de PE – Em publicação recente nas redes sociais, o ex-prefeito de Petrolina e presidente estadual do União Brasil cobrou atenção dos ex-governadores socialistas aos municípios fora da Região Metropolitana do Recife.
Ao mencionar explicitamente “dez anos de governo do PSB”, Miguel afirmou que “o interior foi esquecido”, sugerindo que obras estaduais ficaram concentradas na capital. O recado teve como alvo direto os ex-governadores Paulo Câmara e Eduardo Campos, ambos do PSB, partido do qual o prefeito do Recife, João Campos, é herdeiro político e aliado do ex-gestor sertanejo.
Entenda a origem da crítica
Miguel Coelho, que administrou Petrolina entre 2017 e 2022, ganhou projeção ao inaugurar creches, avenidas duplicadas e o sistema BRT municipal. Ao comparar seu legado com o que considera “ausência” de investimentos estaduais, o ex-prefeito insinuou que seu modelo de gestão deveria servir de exemplo para outras cidades.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 59% da população pernambucana vive fora da capital. Mesmo assim, o interior concentra apenas 42% dos investimentos estaduais em infraestrutura, conforme relatórios da Secretaria de Planejamento de Pernambuco referentes a 2022.
Repercussão política
Nos bastidores, aliados de João Campos enxergaram a mensagem como tentativa de Miguel se viabilizar para as eleições de 2026. Em 2022, o ex-prefeito disputou o Governo de Pernambuco, conquistando 18% dos votos válidos e terminando em terceiro lugar.
Dirigentes do PSB ponderam que programas como o FEM (Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal) garantiram repasses a todos os 184 municípios, mas admitem desequilíbrios em obras estruturantes. Já no União Brasil, a avaliação é de que as declarações reforçam a pauta municipalista para futuras alianças.

Nascido em Petrolina, Miguel integra uma família tradicional da política sertaneja: seu pai, Fernando Bezerra Coelho (MDB), foi senador e ministro, e o irmão, Fernando Filho (União), é deputado federal. A dinâmica familiar sustenta sua base no São Francisco, enquanto o alinhamento com João Campos amplia pontes na capital.
Nos próximos meses, Miguel planeja percorrer cidades do Agreste e da Mata Sul para “ouvir a população” sobre prioridades regionais. A agenda inclui encontros com produtores rurais, prefeitos e lideranças comunitárias, reforçando o discurso de que “o interior precisa voltar para o centro das decisões”.
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Crédito da imagem: Divulgação