Lula exonera Lewandowski e indica Manoel Carlos para Justiça
Lula exonera Lewandowski – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou, na última sexta-feira (9 de janeiro), a saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública e nomeou, de forma interina, o então secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto para comandar a pasta.
A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União, marcando a primeira mudança de alto escalão no governo em 2026.
Quem é Manoel Carlos de Almeida Neto
Doutor em Direito do Estado pela USP, Manoel Carlos acumulou experiência como secretário-geral da Presidência do STF, do TSE e como procurador-geral municipal.
Considerado braço direito de Lewandowski desde fevereiro de 2024, o interino conta com o aval do antecessor para permanecer à frente da Justiça em caráter definitivo.
Planejada divisão entre Justiça e Segurança
A exoneração reabriu a discussão sobre separar Justiça e Segurança Pública em dois ministérios. Para o possível novo Ministério da Segurança, despontam o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o ministro da CGU, Vinícius Carvalho. Também circulam os nomes da deputada Delegada Adriana Accorsi e do secretário de Segurança do Piauí, Francisco Lucas Veloso.
No xadrez político, o Palácio do Planalto avalia usar as nomeações para acomodar partidos aliados, especialmente com a saída prevista de cerca de 20 ministros que disputarão as eleições municipais de outubro.

Cenário no Congresso e próximas indicações
O senador Rodrigo Pacheco voltou a ser cogitado para a Justiça, mas resiste a assumir o cargo, enquanto Jorge Messias aguarda sabatina no Senado para o STF. A articulação envolve o PSB do vice-presidente Geraldo Alckmin e busca reduzir tensões com lideranças do Congresso.
Com a reforma ministerial em curso, Lula tenta equilibrar interesses partidários, fortalecer a segurança pública e garantir governabilidade em ano eleitoral.
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