Luana Piovani critica Donald Trump após fala sobre Venezuela
Luana Piovani critica Donald Trump em publicações nas redes sociais, chamando o ex-presidente norte-americano de “desgraçado” depois de declarações dele sobre a crise na Venezuela.
A atriz e apresentadora disse que a fala de Trump incita violência e aprofunda o sofrimento do povo venezuelano, que já enfrenta escassez de alimentos, hiperinflação e forte êxodo.
O que motivou a reação da artista
Trump voltou a defender sanções econômicas e cogitou “todas as opções na mesa” contra o regime de Nicolás Maduro, em entrevista recente concedida a uma emissora norte-americana. O tom considerado agressivo gerou repercussão mundial e, segundo a BBC News Brasil, reacendeu temores de intervenção militar na América do Sul.
Ao comentar o assunto em seu perfil no Instagram, Piovani afirmou que ações unilaterais dos Estados Unidos não resolvem crises humanitárias e que “quem paga a conta é sempre a população”. Ela finalizou a sequência de stories com o xingamento direcionado a Trump.
Crise venezuelana em números
Números do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur) indicam que mais de 7,7 milhões de venezuelanos já deixaram o país desde 2015, muitos buscando abrigo no Brasil, Colômbia e Peru.
A inflação anual ultrapassou 300% em 2023, de acordo com o Observatório Venezuelano de Finanças, e o salário mínimo local equivale a cerca de US$ 4 por mês, valor insuficiente para cobrir a cesta básica.
Repercussão entre fãs e especialistas
As postagens de Piovani somaram milhares de curtidas em poucas horas. Enquanto parte do público apoiou o posicionamento da artista, especialistas em política externa lembram que sanções econômicas costumam ter apoio bipartidário no Congresso dos EUA, o que sugere que o discurso beligerante não se limita a Trump.

Ainda segundo analistas consultados por veículos internacionais, a pressão sobre Caracas deve continuar, sobretudo após o fracasso de recentes rodadas de negociação entre governo e oposição.
No Brasil, entidades de direitos humanos defendem que a solução passe por diálogo multilateral e ajuda humanitária, evitando novas tensões na região.
Para acompanhar outras notícias de âmbito internacional, visite nossa editoria de Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação