Lewandowski entrega demissão do Ministério da Justiça
Lewandowski entrega demissão do Ministério da Justiça – O ministro Ricardo Lewandowski apresentou, em 8 de janeiro, carta de renúncia ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alegando motivos pessoais e familiares.
A exoneração deverá ser oficializada no próximo Diário Oficial da União, encerrando gestão iniciada em fevereiro de 2024.
Saída após quase dois anos de gestão
A decisão já era ventilada nos bastidores de Brasília e foi confirmada após sua última agenda pública ao lado de Lula, no evento que marcou os três anos da tentativa de golpe de 2023. O secretário-executivo Manoel Almeida assumirá a pasta interinamente, conforme prevê o Portal do Ministério da Justiça.
Na carta, o ex-magistrado do STF destacou que cumpriu “com zelo e dignidade” as atribuições do cargo e agradeceu ao presidente pela oportunidade de permanecer na vida pública mesmo após a aposentadoria da Corte.
Balanço de ações e números
Em mensagem paralela aos servidores, Lewandowski elencou avanços na demarcação de terras indígenas: 21 portarias declaratórias e 12 decretos de homologação entre 2024 e 2025.
Ele ressaltou o programa de câmeras corporais, que recebeu R$ 155,2 milhões e adesão de 11 estados, além da regulamentação do uso progressivo da força e da retirada de 5.600 armas e 298.844 munições de circulação.
Outras iniciativas lembradas foram o aplicativo Celular Seguro, o Município Mais Seguro e leilões de bens apreendidos do crime organizado, bem como a atualização da Classificação Indicativa para mídias digitais.

Desafios para o sucessor
Quem assumir o Ministério terá de conduzir a PEC da Segurança Pública, em tramitação no Congresso Nacional desde o fim de 2025, e manter o ritmo de implementação de políticas de controle de armas, proteção indígena e modernização das forças policiais.
Também caberá ao novo titular dialogar com órgãos vinculados — Polícia Federal, PRF, Depen e Senacon — em meio a restrições orçamentárias previstas para 2026.
No cenário político, a troca de comando deve impactar negociações com o Legislativo e a articulação de pautas prioritárias do governo Lula na área de segurança.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil