Justiça Eleitoral lista desafios para as Eleições 2026
Justiça Eleitoral lista desafios para as Eleições 2026 – Garantir pleitos livres, seguros e transparentes continua sendo a prioridade da Justiça Eleitoral, que já discute ajustes para o cenário político e tecnológico previsto para 2026.
Em debate promovido pela Rádio Jornal, integrantes do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE) e do Ministério Público Federal (MPF) elencaram riscos e soluções para o processo eleitoral, incluindo o uso de inteligência artificial (IA) e o combate à desinformação.
Ataques virtuais e IA no foco da Justiça Eleitoral
O presidente do TRE-PE, Fernando Cerqueira, alertou que deepfakes podem distorcer falas de candidatos em segundos, exigindo perícia digital mais ágil e protocolos claros de retirada de conteúdo.
A preocupação é compartilhada pelo MPF, que defende regras específicas para bots e perfis automatizados, alinhadas às resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Desinformação e educação para o voto consciente
Ingrid Zanella, presidente da OAB-PE, destacou que notícias falsas ganham força em aplicativos de mensagem, onde a verificação é limitada. Ela sugeriu parcerias com plataformas para rotular conteúdo duvidoso e campanhas educativas permanentes.
Dados do Instituto Reuters mostram que 81% dos brasileiros se informam pelo celular, reforçando a necessidade de conteúdos oficiais responsivos.
Logística, acessibilidade e inclusão
O TRE-PE planeja ampliar seções com identificação biométrica e testar urnas com recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência visual ou auditiva.

Números do censo IBGE indicam que 9% da população pernambucana possui algum tipo de deficiência, justificando adaptações para garantir o direito ao voto.
Custos e transparência das campanhas
Especialistas defendem ampliar a divulgação em tempo real de doadores e gastos, evitando disparidades de recursos que comprometam a igualdade entre candidatos.
A estimativa é de que o fundo eleitoral atinja R$ 5 bilhões em 2026, valor que, segundo analistas, exige fiscalização rigorosa para prevenir fraudes.
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