Julianne Moore destaca representação feminina no cinema
A atriz Julianne Moore afirmou, em entrevista recente a veículos internacionais, que busca projetos alinhados à representação feminina no cinema — e que, por esse motivo, tem recusado roteiros centrados em tragédias.
De acordo com Moore, o critério ganhou força durante a pandemia, quando ela passou a valorizar narrativas “capazes de oferecer esperança” ao público.
Critérios para escolher novos papéis
Na conversa, a vencedora do Oscar explicou que avalia se a trama traz personagens femininas complexas e se o enredo evita reforçar estereótipos.
Ela citou Meryl Streep como “o padrão ouro” da profissão, ressaltando que a colega abriu portas para que mulheres de diferentes idades continuem protagonistas em Hollywood. Estudos do Geena Davis Institute on Gender in Media indicam que apenas 34% dos papéis com fala em grandes produções de 2022 foram femininos, cenário que Moore considera necessário mudar.
Impacto da representatividade nas telas
A atriz lembra que filmes com mulheres no centro da narrativa têm apresentado desempenho consistente de bilheteria, apoiando a tese de que diversidade também é boa para os negócios.
Levantamento da USC Annenberg mostrou que longas liderados por elencos diversos arrecadaram, em média, 20% a mais no mercado doméstico entre 2018 e 2021, reforçando a importância de apostar em histórias plurais.
Para Moore, o público está “cansado de ver mulheres retratadas apenas como vítimas” e quer personagens que reflitam a vida real, com nuances, falhas e vitórias.
Em razão desse posicionamento, a artista revelou que tem priorizado projetos de gênero dramático-final-feliz ou mesmo comédia, onde enxerga espaço para discutir temas sociais sem recorrer a desfechos excessivamente sombrios.
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