José de Abreu cita Manoel Carlos e revela bastidores
José de Abreu cita Manoel Carlos e revela bastidores – O ator comentou, em recente postagem no X (antigo Twitter), a convivência com o autor de novelas Manoel Carlos, a quem chamou de “o terror dos produtores” devido ao ritmo intenso de entrega de capítulos.
No texto, Abreu recordou gravações de tramas icônicas como “Por Amor” (1997) e “Laços de Família” (2000), ressaltando a pressão que a equipe sofria para acompanhar as mudanças diárias no roteiro.
Rotina exaustiva de gravações
Segundo José de Abreu, Manoel Carlos — conhecido pelo apelido Maneco — costumava enviar cenas até poucas horas antes de irem ao ar, prática que obrigava produção, elenco e direção a virarem noites no Projac.
Relatos semelhantes constam na biografia oficial de Maneco, disponível no Memória Globo, que destaca o método de escrita “em cima do fato” para refletir a repercussão do público.
Impacto das novelas na teledramaturgia
Dados da Kantar Ibope Media apontam que “Laços de Família” alcançava médias acima de 45 pontos na Grande São Paulo, o equivalente a mais de 3 milhões de domicílios ligados simultaneamente à trama.
Para especialistas, esse alto engajamento justificava a flexibilidade concedida a Manoel Carlos, ainda que causasse tensão nos bastidores. A estratégia de inserir temas sociais — como alcoolismo e doação de medula — influenciou roteiristas de gerações seguintes.
Colaboração entre ator e autor
Abreu trabalhou com Maneco em cinco novelas e afirma ter aprendido a improvisar falas quando páginas extras chegavam durante as gravações. O ator também revelou que guardou cópias originais de capítulos escritos à mão, consideradas hoje itens de arquivo pessoal.

Apesar dos percalços, ele descreve o autor como um “gênio” que ajudou a consolidar sua carreira, reforçando a importância de roteiros que valorizam diálogos realistas e cenários urbanos, marca registrada de Manoel Carlos.
No encerramento da publicação, José de Abreu recebeu apoio de seguidores que pediram reprise das novelas no horário nobre e relataram saudade das personagens Helena, interpretadas sucessivamente por atrizes como Regina Duarte e Vera Fischer.
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